Autoridades dos Estados Unidos revelaram nesta quarta-feira que o país deve participar de uma reunião com representantes da China e da Coréia do Norte para discutir o programa nuclear norte-coreano. A reunião, que deve ser realizada na semana que vem em Pequim, seria o primeiro encontro de alto escalão entre representantes da Coréia do Norte e dos Estados Unidos desde o início da crise envolvendo os dois países, em outubro. Até o final da semana passada, as autoridades norte-coreanas vinham mantendo a posição de que só iriam discutir suas ambições nucleares em um encontro bilateral com representantes americanos. No entanto, a Coréia do Norte aparentemente decidiu mudar de postura, aceitando a mediação chinesa no encontro. Avanço Os Estados Unidos vinham defendendo que um grupo maior de países tivesse envolvimento nas conversas. Ainda assim, segundo uma autoridade americana citada pelo jornal The New York Times, a participação apenas dos chineses já foi considerada um avanço nas negociações com os norte-coreanos. "O que há de novo é que há um papel ativo reservado para os chineses nestas negociações", disse. Na proposta, o governo chinês teria concordado em ter participação ativa nas negociações - o que teria agradado nos norte-coreanos, que há muito reconhecem a China como seu maior aliado. Acredita-se que o representante americano na reunião da semana que vem venha a ser o subsecretário de Estado, James Kelly. A crise entre Estados Unidos e Coréia do Norte começou quando surgiram acusações de que a Coréia do Norte mantinha um programa nuclear ilegal, violando os acordos que o país assinou em 1994. Desde então, o país deixou o Tratato de Não-Proliferação Nuclear e expulsou inspetores da ONU.