A Coréia do Norte está comprometida a abandonar todos os seus programas nucleares em troca de petróleo, ajuda com energia e garantias de segurança, informaram nesta segunda-feira as agências de notícias Xinhua, da China, e Yonhap, da Coréia do Sul.
O país teria o direito de desenvolver um programa nuclear civil se reconquistasse a confiança internacional, segundo as agências. A Coréia do Norte também concordou em voltar ao Tratado de Não-Proliferação.
Analistas céticos sobre a decisão do país disseram que o acordo selado após uma semana de negociações multilaterais em Pequim é cheio de palavras e pobre em ações. Participaram das conversas as duas Coréias, os EUA, a Rússia, o Japão e a China.
Em comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira, no fim da quarta rodada de negociações multiltarerais em Pequim, os Estados Unidos confirmaram que não possuem armas nucleares na península coreana e não têm nenhuma intenção de atacar ou invadir a Coréia do Norte com armamento convencional ou nuclear. O documento conjunto é o avanço mais significativo do diálogo no qual participam, há dois anos, China, Rússia, Japão, EUA e as duas Coréias.
- Em nome da paz e a estabilidade na península coreana e o norte da Ásia em geral, as seis partes adotaram este texto, pelo qual os Estados Unidos e a Coréia do Norte se comprometem a respeitar a soberania mútua e coexistir pacificamente - afirmou Wu Dawei, vice-ministro das Relações Exteriores da China e anfitrião do encontro.
Além disso, Pyongyang e Tóquio confirmaram sua decisão de avançar em direção à normalização de suas relações, de acordo com a Declaração de Pyongyang e na resolução das questões pendentes de seu infeliz passado, acrescentou a agência Xinhua.