No inicio da civilização, usavam-se as mãos para beber; posteriormente, o chifre de uma vaca e até cochas. O vidro é uma das descobertas mais surpreendentes do homem e sua história, além de ser é cheia de mistérios, não há um consenso histórico sobre quem descobriu o vidro e em que época isso aconteceu. O que se sabe é que egípcios, sírios, fenícios, assírios, babilônios, gregos e romanos, já realizavam trabalhos com o vidro, por isso, imagina-se que o vidro já era conhecido há pelo menos 4.000 anos antes da Era Cristã e os primeiros copos de vidro soprado datam de 1.000 a.C. Em estado natural, o vidro existe na natureza desde os tempos pré-históricos.
Na Antigüidade, a produção de vidro exigia grandes esforços dos artistas e operários, na sua maioria escravos. Os elementos básicos de sua composição - cálcio, cal e a barrilha, potássio - eram basicamente os mesmos de hoje, mas produziam vidro opaco e arenoso.
A fabricação mais simples do vidro é feita no interior de um forno, onde se encontra os panelões. Quando o material está quase fundido, o operário imerge um canudo de ferro e retira-o rapidamente, após dar-lhe umas voltas trazendo na sua extremidade uma bola de matéria incandescente que deve se transformada numa empola através da técnica veneziana do sopro. O operário gira-a de todos os lados sobre uma placa de ferro chamada marma. A bola vai se avolumando até assumir forma desejada pelo vidreiro. Finalmente a peça vai para a seção de resfriamento gradativo, e assim ficará pronta para ser usada. Sua decomposição é de 4000 anos. A cada 1000 kg de Vidro leva se 1300 kg de areia.
No decurso da história os copos têm assumido diferentes formas, principalmente as taças, que são para o vinho quase como os pincéis para os pintores. São fundamentais e delas dependem toda análise organolépticas (apreciar a cor, as nuanças, o aroma e o paladar), pois a degustação do vinho é um prazer que envolve todos os sentidos e que se realça quando se utilizam taças adequadas.
Quanto ao tamanho, ninguém trabalhou mais o desenho de copos de vinho do que o austríaco Georg Riedel. Com base no princípio de que a maneira como o liquido toca a língua afeta o seu sabor, concebeu copos ligeiramente diferentes para dúzias de tipos de vinhos que incluem, por exemplo, copos para jovens Bordeaux e para Bordeaux maduros, para champagne vintage e não-vintage, e copos diferentes para Porto vintage, tawny, Chianti Clássico e Brunello di Montalcino. O copo Gourmet é o modelo Riedel mais em conta, e serve para todos os fins, existe também um especificamente para os vinhos Chardonay, chamado de Vinun, ele é feito a maquina e é talvez mais elegante para mesa de jantar.
Os copos para espumantes são chamados de flûte ou tulipa, que permite a fuga mínima do gás e nos deixa observar o percurso de cada bolha (perlage), e que é, em si mesmo, um belo copo mais alto e fino. Alguns produtores de Champagne preferem um copo que tenha a forma de balão (ISO) para se ter mais informações ao se cheirar o bouquet do vinho. A taça antiquada, supostamente modelada pela forma do seio de Maria Antonieta, é fácil de entornar, e permite que o precioso dióxido de carbono escape o mais rapidamente possível. Com isso, perde-se a oportunidade de compartilhar um constante fluir de pequeníssimas pérolas até o fim da taça. Sugestão: transforme-as em charmosos potes para servir sobremesas.
Os copos Sommelier cuidadosamente desenhado pela ISO – International Standards Organization, que nos anos 1970, aconselhado por um painel de provadores profissionais foi aprovado como padrão para degustação, tem sua boca estreita, o pé longo e é transparente. O diâmetro maior na base facilita movimentos rotativos e direciona os aromas para boca. O pé longo permite segura-lo nessa área, evitando o contato com a mão na área do conteúdo, que esquentaria o vinho e possibilitaria a transmissão de odores ao vidro, dificultando ou inte
Copos para apreciar corretamente o vinho
Quinta, 08 de Novembro de 2007 às 14:25, por: CdB