Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Copom tem ambiente para cortar juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) define, nesta quarta-feira, a taxa de juros básicos que deve vigorar até 19 de maio. A projeção do mercado futuro e de analistas é de nova Selic será de 16%, com queda de 0,25% - a mais baixa desde março de 2001. Na expectativa, o IBGE divulga dados de produção industrial regional, emprego e salário.(Leia Mais)

Segunda, 12 de Abril de 2004 às 07:03, por: CdB

A reunião do Copom é destaque na agenda por três razões: influencia positivamente as expectativas num momento de queda de popularidade do governo, alimenta a perspectiva de redução dos gastos com pagamento de juros da dívida interna indexada em mais de 60 por cento à Selic e dá um sinal aos bancos para que ampliem os prazos das operações de crédito e cortem os juros cobrados dos tomadores.

Os efeitos imediatos de uma segunda queda consecutiva da Selic são relevantes, principalmente na semana em que o IBGE divulga dados de produção industrial regional, emprego e salário.

A base das estatísticas é fevereiro, quando a produção industrial nacional recuou 1,8 por cento, reforçando a avaliação de que o Copom não terá desculpa para protelar novo corte do juro porque a ameaça da inflação é considerada inexistente. E corrobora a idéia o arrefecimento dos índices de preços e o aumento da inadimplência dos consumidores.

O único índice de inflação com anúncio previsto para a semana, na terça, é a primeira prévia do IPC-Fipe de abril. No mais, a primeira quinzena do mês termina com uma bateria de operações financeiras com maior concentração na quarta-feira.

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