Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Copom surpreende e baixa taxa em 0,25%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em reunião nesta quarta-feira, decidiu fazer uma redução pífia na taxa básica de juros, a Selic, em 0,25%. Mas o índice atingiu o menor patamar desde abril de 2001 e agradou ao mercado. Por seis votos a três, os especialistas decidiram que 16,25% ao ano, sem viés, é um índice necessário no momento. (Leia Mais)

Quinta, 18 de Março de 2004 às 05:38, por: CdB

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em reunião nesta quarta-feira, decidiu fazer uma redução pífia na taxa básica de juros, a Selic, em 0,25%. Mas o índice atingiu o menor patamar desde abril de 2001 e agradou ao mercado.  Por seis votos a três, os especialistas decidiram que 16,25% ao ano é um índice necessário no momento.

A decisão surpreende o mercado, que esperava a manutenção dos juros em 16,5% e o retorno à trajetória de quedas apenas em abril. No entanto, o corte agrada empresários, sindicalistas e até mesmo membros do governo, que podem ganhar dos críticos um período de trégua.

"Tendo em vista indicações recentes de redução do risco de desvio da inflação em relação às metas, o Copom decidiu, por seis votos a três, reduzir a taxa Selic para 16,25% ao ano, sem viés", divulgou o Banco Central.

A decisão do Copom pode ser vista como uma vitória do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, contra as críticas acirradas de oposicionistas e até aliados do governo, como o presidente do PL,deputado Valdemar Costa Neto, que defendeu esta semana abertamente a saída do ministro.

Com o resultado, o governo ganha fôlego junto ao mercado e oposição para se manter longe das críticas pelo menos na questão dos juros. A política econômica passou a dividir com o caso Waldomiro Diniz o foco das críticas ao governo Lula no final do mês passado, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a economia brasileira havia encolhido 0,2% em 2003.

De lá para cá, até o PT divulgou documento defendendo mudanças na economia. Além disso, nas últimas semanas diversos índices de inflação mostraram o recuo da inflação em fevereiro e pequenas pressões sobre os preços em março. Por isso, haveria espaço para o corte de juros.

A ata com todas as explicações do BC sobre a reunião de hoje será divulgada na quinta-feira da próxima semana. O Copom só poderá voltar a mexer nos juros na reunião dos dias 13 e 14 de abril.

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