Na linguagem empolada de sempre - que chega a ser intreiramente cifrada em muitos pontos - o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) divulgou a íntegra da ata da reunião em que aumentou os juros da taxa Selic de 12,25% para 12,50% ao ano em sua mais recdente reunião, a de 4ª feira da semana passada.
O que há de essencial no documento é que o COPOM-BC, mais uma vez estaria manifestando "otimismo" - interpretação dos analistas econômicos - com a perspectiva de queda da inflação e estaria "sinalizando" com o fim do ciclo de alta do juro.
Até aí, nenhuma novidade. A ata anterior do penúltimo encontro (meados de junho), nas interpretações dos analistas e do mercadoe que o COPOM-BC deixa correr até sua nova reunião a cada 45 dias, também "sinalizava" com o fim ciclo da alta dos juros.
Ata é um amontoado de obviedades
A pressão do mercado-especuladores e de seus porta-vozes na mídia continuou e a taxa aumentou na reunião realizada há pouco mais de uma semana. Daí, não vale a pena ficar analisando atas do COPOM. Até porque diante do quadro de instabilidade econômico-financeiro internacional o que a íntegra da ata contém não passa de obviedades.
Tampouco ela traz algum fato ou análise novos sobre nossa situação interna. Como eu disse antes, até essa história de fim do ciclo de alta dos juros e de otimismo com contenção da inflação já estava na ata da penúltima reunião. A realidade é bem outra.
O que conta é que os juros vêm sendo aumentados e as consequências estão aí, somadas a liquidez internacional, ao real valorizado, a inundação de importados e aos gastos máximos, estratosféricos no exterior feitos pelo Brasil nas importações e pelos brasileiros em viagens.
COPOM sinaliza em uma direção e vai em outra
Sexta, 29 de Julho de 2011 às 07:59, por: CdB