Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Copom eleva Selic em 0,25 ponto e sinaliza mais alta

O Comitê de Política Monetária (Copom) entrou em nova fase da batalha contra a inflação, ao reduzir a dose de aperto monetário, mas sinalizar que pode alongar o ciclo, numa decisão sem unanimidade dos diretores e acompanhada de um comunicado atipicamente longo.

Quinta, 21 de Abril de 2011 às 09:20, por: CdB

O Comitê de Política Monetária (Copom) entrou em nova fase da batalha contra a inflação, ao reduzir a dose de aperto monetário, mas sinalizar que pode alongar o ciclo, numa decisão sem unanimidade dos diretores e acompanhada de um comunicado atipicamente longo.

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O colegiado do BC elevou a Selic em 0,25 ponto, o que ainda assim levou a taxa para 12%, ao ano, o maior patamar em mais de dois anos. Nos dois primeiros encontros de 2011, o Copom havia elevado o juro básico em 0,5 ponto - Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu elevar a taxa Selic para 12%, sem viés - informou o Copom em nota. - Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012 -  completa a nota. Pesquisa Reuters realizada na semana passada mostrou o mercado dividido. De 26 economistas consultados, 14 esperavam um ajuste de 0,5 ponto contra 11 de 0,25 ponto. Apenas um economista ouvido esperava manutenção do juro básico. No mercado de renda fixa, entretanto, as apostas num aperto menor cresceram nesta semana. A decisão veio no mesmo dia em que o IBGE informou que a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,77% em abril, elevando o avanço acumulado em 12 meses para 6,44%. A meta de inflação deste ano tem centro em 4,5 % e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Para analistas, com a decisão desta quarta-feira, o BC deixou em aberto a possibilidade de aplicar novas altas, se achar necessário. - O comunicado da reunião reiterou que a autoridade está buscando uma convergência gradual da inflação para a trajetória de metas - disse a equipe de análise da LCA Consultores. Carlos Kawall, economista-chefe do Banco J. Safra, vai na mesma linha. "O BC entrou numa fase de sintonia fina. Como mudou o passo e queria mostrar um processo longo, teve que alongar o 'statement'." A estratégia do BC contra a inflação, que inclui medidas macroprudenciais para tentar segurar a expansão do crédito e, com isso, desacelerar a demanda, pode ter novos capítulos, observaram outros economistas. Alguns consideram que, caso essa estratégia não dê certo, a autoridade monetária poderia ser forçada a subir mais os juros. Por outro lado, o BC também tenta baixar a intensidade do fluxo de recursos internacionais, que tem provocado a valorização do real contra o dólar. Aumentos adicionais do juro tornariam ainda mais atrativos os papéis do país para investidores internacionais.

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