Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Copom chegou a pensar no aumento da taxa de juros

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na quinta-feira, revela que o colegiado chegou a considerar o aumento na taxa básica de juro em sua última reunião, semana passada, "para reforçar a ancoragem das expectativas" de inflação. (Leia Mais)

Quinta, 13 de Março de 2008 às 06:47, por: CdB

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na quinta-feira, revela que o colegiado chegou a considerar o aumento na taxa básica de juro em sua última reunião, semana passada, "para reforçar a ancoragem das expectativas" de inflação. O grupo do Banco Central (BC) também, segundo o documento, "está pronto para adotar uma postura de política monetária diferente, caso venha a se consolidar um cenário de divergência entre a inflação projetada e a trajetória das metas".

"O Copom considera, também, que a persistência de descompasso importante entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas tende a elevar a probabilidade de que tal cenário venha a se materializar", acrescenta a ata.

Pelo cenário de referência, que considera o juro no atual patamar e dólar a US$ 1,70, a projeção para o IPCA deste ano diminuiu frente ao estimado na reunião de janeiro. Mas, destacou o Copom, ainda se encontra perto da meta central de 4,5%. O Copom destacou que, apesar dos investimentos, a força da economia doméstica coloca em risco a dinâmica inflacionária. Na véspera, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia cresceu 5,4% no ano passado, o ritmo mais forte desde 2004.

"O ritmo de expansão da demanda continua bastante robusto, podendo mesmo ter se acelerado desde o início do ano, e responde, ao menos parcialmente, pelas pressões inflacionárias que têm sido observadas no curto prazo", indicou a ata.

Na última reunião do Copom os conselheiros decidiram, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,25% ao ano, sem viés (sem a perspectiva de alteração até a próxima reunião). "O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária", informa o documento.

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