Rio de Janeiro, 09 de Maio de 2026

Copom baixa juros pela primeira vez em um ano

"Avaliando que a flexibilização da política monetária no momento não compromete as conquistas obtidas no combate à inflação", segundo a nota divulgada no final da tarde desta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) foi unânime na decisão de baixar de 19,75% para 19,50% ao ano a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). A Selic é usada como taxa de referência para os juros cobrados pelos bancos no país e vinha em um processo de alta há um ano. (Leia Mais)

Quarta, 14 de Setembro de 2005 às 19:00, por: CdB

"Avaliando que a flexibilização da política monetária neste momento não compromete as conquistas obtidas no combate à inflação", segundo a nota divulgada no final da tarde desta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, baixar de 19,75% para 19,50% ao ano a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). A Selic é usada como taxa de referência para os juros cobrados pelos bancos no país.

A redução da taxa, pelo Copom, é a primeira desde setembro do ano passado. Há exatamente um ano, o comitê endureceu a política monetária elevando a taxa. De setembro de 2004 a maio de 2005, a Selic foi elevada de 16% para 19,75%. Em sua última ata, divulgada no final de agosto, o Copom prometia acompanhar, atentamente, o comportamento dos preços para definir, na reunião deste mês, os passos seguintes da estratégia de política monetária. O documento apontava para uma provável redução na Selic ao manifestar confiança quanto à existência de um "cenário benigno" para a evolução geral da inflação.

Na avaliação do Copom, a queda no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) por três meses consecutivos (junho a agosto) contribuía para aproximar o cenário de mercado da meta de 5,1% para a inflação de 2005.

A definição da taxa básica de juros leva em conta a previsão da inflação para os próximos 30 dias e as tendências momentâneas de queda ou elevação nos preços da economia. Também é feita, mensalmente, uma análise da conjuntura nacional e internacional, abrangendo nível de atividade, evolução dos agregados monetários, finanças públicas, balanço de pagamentos, mercado de câmbio, reservas internacionais, mercado monetário, operações de mercado aberto e expectativas gerais para variáveis macroeconômicas.

Dose errada

Presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva divulgou nota afirmando que "o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) acertou no remédio" ao decidir pelo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, "mas errou na dose, que é insuficiente para dar um alento na economia".

Segundo a nota, a nova taxa, de 19,5% ao ano, é "apenas um refresco momentâneo". E "esse excesso de gradualismo, resultado de uma desastrada política econômica, é muito danoso para os trabalhadores e o setor produtivo".

A nota da Força Sindical conclui afirmando que "essa decisão extremamente tímida para a economia com certeza irá corroer ainda mais a paciência dos trabalhadores, que já estão vivenciando tempos tenebrosos com um governo anestesiado com denúncias de corrupção".

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