Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Copom aumenta projeção para reajuste no preço da energia

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou a projeção para o reajuste nos preços da energia elétrica em 2014, de 14%, previstos em julho, para 16,8%. A informação consta da ata da última reunião do comitê, divulgada nesta quinta-feira.

Quinta, 11 de Setembro de 2014 às 11:10, por: CdB
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A estimativa para a redução nas tarifas de telefonia fixa passou de 3,8% para 6,3%, este ano
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou a projeção para o reajuste nos preços da energia elétrica em 2014, de 14%, previstos em julho, para 16,8%. A informação consta da ata da última reunião do comitê, divulgada nesta quinta-feira. A estimativa para a redução nas tarifas de telefonia fixa passou de 3,8% para 6,3%, este ano. Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, a projeção é 5% em 2014, mesmo valor considerado na reunião do Copom de julho. Segundo o BC, essa projeção considera variações ocorridas, até julho, nos preços da gasolina (-0,1%) e do botijão de gás (0,6%), bem como as projeções para as tarifas de telefonia fixa e de energia elétrica. Em 2015, a estimativa de variação dos preços administrados é 6%, mesma projeção divulgada em julho. Para 2016, o BC projeta 4,9%, ante 4,8% considerados na reunião de julho. Petróleo nos EUA O boom do petróleo não convencional ("shale gas") na América do Norte começou a espremer o petróleo da Arábia Saudita para fora do mercado norte-americano, da mesma forma que fez com o óleo bruto do oeste africano, afirmou nesta quinta-feira a agência de energia do Ocidente. A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) também previu uma enxurrada de exportações norte-americanas de gasolina para o mercado mundial. - Nos últimos anos, a produção crescente de petróleo dos EUA afastou importações americanas de petróleo do oeste africano, que agora estão mudando para a Ásia - disse a IEA em um relatório mensal. - As exportações sauditas parecem estar mostrando o início de uma mudança semelhante - disse, estimando que as exportações sauditas possivelmente ficaram abaixo de 7 milhões de barris por dia durante os últimos quatro meses, o seu nível mais baixo desde setembro de 2011. - As exportações para os EUA resultaram na queda em meio à crescente demanda doméstica saudita para queimar bruto nas refinarias - disse a IEA. Além disso, a Arábia Saudita tem mantido os preços oficiais de venda altos para os EUA, enquanto ajusta para baixo as cotações para a Ásia, acrescentou a IEA. O boom norte-americano de petróleo não só cortou importações de petróleo pelos Estados Unidos, mas também transformou o país em um exportador líquido de produtos em nítido contraste com décadas anteriores, quando os EUA foram os maiores importadores do mundo. - Nos próximos anos... as exportações americanas de derivados leves chegarão a mercados cada vez mais distantes - disse a IEA, que estima que o Canadá e os Estados Unidos poderiam ter um excedente de nafta e gasolina de cerca de 1,3 milhões de barris por dia em 2019.
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