O próximo mundial de futebol na África do Sul oferece oportunidade para reavaliar a questão do racismo no esporte e para reforçar o grande potencial do evento no combate à xenofobia e outras formas de intolerância na sociedade. A afirmação está em mensagem divulgada pela Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pelo Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, celebrado neste domingo.
Ela afirmou que o simbolismo do mundial de futebol é muito importante. Pillay relembrou que o evento vai acontecer pela primeira vez na África e numa nação que durante muitos anos praticou uma política de racismo institucionalizado. A Alta Comissária ressaltou que a decisão de organizar o mundial na África do Sul foi o fator de escolha do tema para as comemorações do dia internacional para a eliminação do racismo.
Xabier Celaya, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, disse à Rádio ONU, de Genebra, que Navi Pillay enfatizou na mensagem os vários incidentes de racismo que têm ocorrido nos últimos anos em campos de futebol do mundo.
– Pillay disse que o racismo no esporte é um problema em muitos países e muitas modalidades esportivas. Ela pediu aos dirigentes para seguirem o exemplo de duas das principais autoridades do futebol, FIFA e UEFA, e planejarem campanhas sérias para erradicar o racismo do esporte em nível local, nacional e internacional – disse.
O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, comemorado em 21 de março, marca o aniversário do massacre de Sharpeville, quando dezenas de manifestantes pacíficos, que protestavam contra o apartheid, foram mortos pela polícia sul-africana.