Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Copa de 2006: procuradoria alemã irá investigar denúncia de compra de voto

A procuradoria de Frankfurt vai investigar acusações de subornos relacionadas à Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, após uma reportagem de uma revista sugerir que um esquema de caixa dois foi usado para comprar votos para a candidatura alemã em 2000, disse uma autoridade nesta segunda-feira.

Segunda, 19 de Outubro de 2015 às 10:37, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Berlim/Berna: A procuradoria de Frankfurt vai investigar acusações de subornos relacionadas à Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, após uma reportagem de uma revista sugerir que um esquema de caixa dois foi usado para comprar votos para a candidatura alemã em 2000, disse uma autoridade nesta segunda-feira. A revista Der Spiegel relatou na última sexta-feira que o comitê para a candidatura alemã usou um fundo de 6,7 milhões de euros para comprar votos na Fifa. – Iniciamos um processo de monitoramento – disse Nadja Niesen, porta-voz do escritório da procuradoria de Frankfurt. O processo de monitoramento irá determinar se uma investigação formal é necessária.
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A procuradoria de Frankfurt vai investigar acusações de subornos relacionadas à Copa do Mundo de 2006 na Alemanha
A revista relatou que o fundo foi criado com 6,7 milhões de euros emprestados pelo ex-diretor-executivo da Adidas Robert Louis-Dreyfus para o comitê para a candidatura alemã pagar subornos para autoridades da Fifa e conseguir sediar o torneio. De acordo com a publicação, citando documentos internos da Associação de Futebol da Alemanha, entre os cientes sobre o fundo estava Franz Beckenbauer, chefe do comitê organizador de 2006, e Wolfgang Niersbach, atual presidente da Associação de Futebol da Alemanha (DFB), que era vice-presidente do comitê. Niersbach, Beckenbauer e a DFB rejeitaram veementemente as acusações como "sem fundamento" e disseram que a revista não possuía evidências como base. A DFB informou na última sexta-feira que sua própria investigação não encontrou atos ilegais no processo da candidatura da Copa do Mundo de 2006, mas informou que estava investigando o pagamento de 6,7 milhões de euros do comitê para a Fifa para um programa cultural, e se este foi usado de forma devida. Comitê de reforma O comitê de reforma da Fifa manteve sob segredo seus planos de mudanças na entidade atingida por escândalos, após realizar a segunda reunião no domingo, limitando-se a afirmar que as discussões têm sido "ricas e profundas". François Carrard, presidente do comitê, disse que irá apresentar recomendações concretas ao comitê-executivo da Fifa nesta terça-feira, e que os trabalhos estão "caminhando bem". A Fifa enfrenta muita pressão interna para reformar sua estrutura de comando após as condenações de nove ex e atuais dirigentes de futebol acusados de propina em maio pelas autoridades norte-americanas. Promotores públicos suíços também estão investigando a decisão de realizar a Copa do Mundo de 2018 na Rússia e o torneio de 2022 no Catar, ambos escolhidos em cerimônia em Zurique em dezembro de 2010. A crise aumentou em 8 de outubro, quando tanto o presidente da Fifa Sepp Blatter quanto o presidente da Uefa Michel Platini, que era o favorito para suceder Blatter, acabaram suspensos por 90 dias pelo comitê de ética da Fifa, faltando ainda uma investigação mais completa. A Fifa vai realizar um congresso extraordinário em Zurique no dia 26 de fevereiro, data em que as 209 federações associadas irão eleger um novo presidente e votar em propostas de reforma. A reunião de domingo em Berna não teve nenhuma coletiva de imprensa. O comitê apenas emitiu um pequeno comunicado sem oferecer detalhes concretos do que foi discutido.    
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