Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Copa América: Japão tem carência de jogadores

O Japão pode não conseguir juntar seu time mais forte para a Copa América em julho, mas os campeões da Copa da Ásia prometeram não se retirar do torneio uma segunda vez. O Japão, que jogará como convidado, deve atuar sem alguns jogadores-chave depois de reverter sua decisão original de se retirar da competição, que será sediada na Argentina.

Quarta, 20 de Abril de 2011 às 07:26, por: CdB
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O Japão pode não conseguir juntar seu time mais forte para a Copa América em julho, mas os campeões da Copa da Ásia prometeram não se retirar do torneio uma segunda vez. – Quaisquer que sejam os jogadores que escolhermos, tenho confiança de que conseguiremos montar um time de alto calibre –, disse Kozo Tashima, vice-presidente da Associação Japonesa de Futebol. – Outra desistência não acontecerá. O nível dos nossos jogadores está muito melhor. Na Copa da Ásia (deste ano) não conseguimos reunir nossos melhores jogadores, mas ainda assim produzimos resultados. O Japão, que jogará como convidado, deve atuar sem alguns jogadores-chave depois de reverter sua decisão original de se retirar da competição, que será sediada na Argentina. Os clubes europeus, em especial, relutam para liberar seus jogadores para a Copa América. – Os jogadores querem jogar o futebol de mais alto nível possível –, disse Tashima, que está em Cingapura para promover a cooperação entre associação de futebol local e a JFA. – A Copa América é o mais antigo torneio continental, muito tradicional. Normalmente não podemos disputar partidas de tão alto nível e quase todos os jogadores querem participar. O Borussia Dortmund, líder do campeonato alemão, não quer liberar o meio-campo Shinji Kagawa para jogar na Argentina, enquanto o zagueiro Atsuto Uchida, do Schalke 04, e o atacante Shinji Okazaki, do Stuttgart, provavelmente não viajarão. A liga do Japão tampouco poderá liberar seus jogadores, já que a temporada foi adiada por conta do terremoto seguido de tsunami do mês passado. – Os clubes e a seleção são como pilares trabalhando juntos. Temos que nos respeitar –, disse Tashima. – Não se trata do que é mais ou menos importante. Ele acrescentou que a JFA não espera que a Fifa flexibilize suas regras e obrigue os times europeus a liberar seus jogadores. Tashima declarou só poder torcer para garantir a atuação dos jogadores japoneses em clubes internacionais por meio de negociação com seus respectivos empregadores. O Japão, que conquistou sua quarta Copa da Ásia em janeiro, é a 13a seleção do ranking mundial. O time foi sorteado para jogar com Argentina, Bolívia e Colômbia na Grupo A da Copa América.
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