O Fluminense está desde sexta-feira sem um coordenador-técnico. Ênio Farias, que assumiu o cargo no início de agosto, deixou o clube após tomar conhecimento das declarações do presidente David Fischel, que disse à imprensa que não cumprirá o acordo feito em 1999, no qual se comprometia a repassar ao dirigente metade do valor da venda do apoiador Carlos Alberto.
- Eu não estou concordando com a forma como o presidente está conduzindo esta negociação. Eles estão fazendo um leilão pelo jogador. Porto, Benfica, Sporting, Kashiwa Reysol e um clube espanhol, que agora não me recordo o nome, estão na disputa. E pelo que fiquei sabendo até agora, o máximo que ofereceram foi US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 7,1 milhões) - revelou o dirigente.
Ênio disse ter ficado surpreso ao ouvir o presidente, a quem considera uma pessoa honesta, dizer que o acordo feito em 1999 não tem mais valor jurídico e que iria procurá-lo para refazer a documentação.
- É estranho ele falar isto pois se ele afirmou que tem uma obrigação ética de cumprir o acordo, é porque sabe que tem de cumprir. A mudança na legislação não o desobriga a fazer isso - prosseguiu.
O ex-coordenador-técnico lamentou também o fato de ainda não ter sido procurado pela diretoria para qualquer tipo de conversa, mas garantiu que sua saída do Fluminense foi amigável.
"Estou esperando ele me procurar e até agora ele não o fez. Mas se ele continuar sem fazê-lo, eu o procurarei para acertarmos tudo".
O presidente durante todo o dia e não o encontrou para comentar a saída de Ênio Farias.