Já está sendo processada a a transcrição do diálogo entre o piloto do avião que caiu na manhã de domingo na Barra da Tijuca, Zona Oeste, e a torre do Aeroporto de Jacarepaguá, de onde a aeronave partiu.
No acidente, as quatro pessoas que estavam a bordo morreram. Segundo o superintendente do Aeroporto de Jacarepaguá, Luiz Fernando Marques, esse é um trabalho técnico e consiste, basicamente, em passar para o papel o que está na fita.
– Esse é um serviço meticuloso. É importante que isso saia correto. Tão logo esteja pronto, vamos fornecer as informações para o Seripa 3 - Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes de Aeronaves - e para o delegado, que já solicitou todas os registros desde o pouso até a decolagem, explica Marques.
Ele fala, ainda, que o trabalho não é rápido e tem que ser preciso. Ele acredita que a transcrição fique pronta ainda nesta segunda-feira. Segundo Marques, há cerca de 1h20 de diálogo na fita.
– O avião veio de Barra do Piraí, aterrissou às 10h20 e decolou às 11h40. Da decolagem até a queda tem, aproximadamente mais 30 segundos, estima.
Marques explica que, no Aeroporto de Jacarepaguá, o abastecimento do avião é feito por uma das duas concessionárias - Petrobras ou Air BP - que prestam serviço no local. Mas, por uma questão ética, o superintendente preferiu não revelar o nome da empresa que abasteceu o avião que caiu.
O delegado da 16ª DP na Barra da Tijuca, Carlos Augusto Nogueira Pinto, informou que a apuração sobre a queda do avião será um trabalho conjunto da Polícia Civil, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O laudo preliminar sobre as causas do acidente deve ficar pronto em dez dias.
Segundo o assessor de imprensa da Cota Empreendimentos Imobiliários, Raul Schimitt, estavam na aeronave, além do piloto, o presidente da empresa, Joci Martins; o dono de uma rede de revendas de veículos, Gilmar Detoni; e o fazendeiro do Mato Grosso do Sul, com negócios em Florianópolis, Silvio Pedro Vanzella.
Os empresários estavam voltando de uma convenção em Piraí, na região Sul Fluminense, para onde tinham ido no sábado. Ele desmentiu que os três estivessem pescando no Mato Grosso. Segundo Raul, a família de Martins sairia na noite deste domingo de Florianópolis para identificar o corpo do empresário. O avião tinha sido comprado há 45 dias.
Conversa de piloto do avião que caiu está sendo transcrita
Segunda, 03 de Março de 2008 às 07:36, por: CdB