A Procid Participações, empresa que controla o Banco Santos, que está sob intervenção desde novembro, divulgou nesta quarta-feira uma proposta de reestruturação da instituição.
Conforme a proposta, o banco sairia do regime de intervenção e passaria a operar sob "regime especial". Mas só entra nessa condição se os atuais credores consentirem em não efetuar saques por 180 dias, enquanto o Banco Santos, sob nova gestão e estrutura acionária, negociaria o pagamento de dívidas e também procuraria capitalizar e reescalonar aplicações.
A sugestão, a ser examinada pelo Banco Central e pelos interventores nomeados para o banco, foi elaborada pela Valora Participações, empresa contratada pela Procid para assessorá-la no processo.
Segundo o advogado Ricardo Tepedino, do escritório Sérgio Bermudes, que também assessora o Banco Santos, a negociação com credores envolverá a troca de dívidas por capital. Mas além dessa "diluição natural" da participação do atual controlador também se busca um novo sócio.
- Não sei se com 60%, 40% ou 30%. Isso vai depender do levantamento dos números. Essa proposta funciona como um batedor da proposta definitiva - diz Tepedino.
O advogado diz que a possibilidade de que o principal acionista do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, injete capital para ajudar a reerguer a instituição existe.
- Ele está disposto a fazer o possível para que isso (a proposta de reestruturação) seja bem-sucedido - disse Tepedino. A consultoria KPMG, que lidera um comitê com cerca de 200 credores do Banco Santos, com créditos que somam aproximadamente 500 milhões de reais, informou que vai avaliar a proposta antes de se manifestar.