Fontes do mercado publicitário afirmam que o cachê de Zeca Pagodinho seria de R$ 3 milhões por ano, e que o cantor já teria embolsado R$ 600 mil de luvas por ter trocado a Nova Schin pela Brahma. Já contrato do sambista com a Schin é estimado em R$ 1 milhão ao ano.
Ontem, a Schincariol exibiu uma campanha, com um sósia de Zeca Pagodinho, na qual insinua que o cantor teria recebido US$ 3 milhões para trocar de opinião sobre a cerveja preferida. Segundo o Conar, não houve pedido de liminar para tirar essa campanha do ar pela AmBev e Africa, que ainda não se manifestaram.
A empresa dona da cerveja "Nova Schin" confirmou nesta quarta-feira que vai processar a AmBev e o sambista Zeca Pagodinho por perdas e danos devido à quebra de contrato, mas evitou falar em valores de indenização. A ação será encaminhada pelo advogado da cervejaria Vinicius Camargo Silva. Já o recurso deve ser apresentado ao Conar até amanhã, informou a assessoria da Schincariol.
Na última segunda-feira, a cervejaria de Itu (SP) e sua agência de propaganda, Fischer América, pediram ao Conar uma liminar visando suspender o filme da concorrente, no ar desde a última sexta-feira, alegando que o objetivo da AmBev era "denegrir" a Nova Schin e que Pagodinho mantém contrato com a Schincariol até setembro deste ano.
Nesta terça-feira, a Africa, agência de publicidade da Brahma, divulgou nota à imprensa informando que a decisão do Conar tinha sido desfavorável à Schincariol. Hoje, o Conar confirmou oficialmente a informação.
O prazo de cinco dias para a apresentação da defesa pela Schincariol conta a partir desta quarta-feira, segundo a diretoria-executiva do Conar. Não há um prazo definido para o exame do documento de defesa, mas o Conar informa que busca resolver esse tipo de caso com rapidez.
Em seu despacho, o Conar afirmou que a letra do samba cantado por Zeca e a composição geral do comercial não feriram o código de ética do conselho e estão dentro dos limites da propaganda comparativa.