Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Contratações aumentam nos EUA mas não reduzem desemprego

Os empregadores dos Estados Unidos provavelmente aumentaram as contratações apenas ligeiramente em maio, um sinal de que a economia está crescendo modestamente mas não de maneira forte o suficiente para convecer o banco central do país a reduzir o volume de dinheiro que injeta no sistema bancário.

Sexta, 07 de Junho de 2013 às 10:30, por: CdB
eua1.jpg
Os empregadores dos Estados Unidos provavelmente aumentaram as contratações apenas ligeiramente em maio
Os empregadores dos Estados Unidos provavelmente aumentaram as contratações apenas ligeiramente em maio, um sinal de que a economia está crescendo modestamente mas não de maneira forte o suficiente para convecer o banco central do país a reduzir o volume de dinheiro que injeta no sistema bancário.
Os EUA adicionaram 175 mil empregos no mês passado, com a taxa de desemprego permanecendo em 7,5%, pouco acima do previsto na pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters. Após um inverno em que a economia parecia estar virando o jogo, maio será o terceiro mês seguido em que as folhas de pagamento fora do setor agrícola cresceram menos de 200 mil.
– O mercado de trabalho pode não estar tão forte como imaginávamos – disse o economista do UBS Kevin Cummins.
O Departamento do Trabalho, no relatório de emprego de maio que divulgou nesta sexta-feira, sublinhou que as preocupações de que a austeridade do governo adotada este ano está tirando vigor da economia, e deve afetar as especulações de que o Federal Reserve, o banco central, pode em breve reduzir as compras de títulos, cujo objetivo é reduzir as taxas de juros e melhorar o emprego.
Cortes no Orçamento
Segundo o relatório, os EUA abriram 175 mil vagas de emprego em maio, acima da estimativa mediana em pesquisa da Reuters de 170 mil. A taxa de desemprego subiu 0,1 ponto percentual, para 7,6%, com o aumento dando de fato um sinal relativamente otimista, já que deveu-se ao fato de mais trabalhadores entrarem na força de trabalho.
Ainda assim, não é suficiente para dissipar os temores de que a austeridade do governo neste ano consome o vigor da economia, e enfraquece a especulação de que o Fed pode em breve reduzir as compras de títulos que visam a diminuir as taxas de juros e impulsionar o nível de emprego.
Autoridades do Federal Reserve sugeriram que podem estar perto de reduzir as compras de títulos, apesar do crescimento econômico modesto, que não deve acelerar até o fim do ano, quando o peso dos cortes de gastos do governo começar a enfraquecer.
Os cortes no orçamento levaram ao congelamento de contratações em muitas agências do governo. As folhas de pagamento do governo tiveram queda de 3 mil em maio.
Cerca de 4,4 milhões de norte-americanos estão desempregados há mais de seis meses, aproximadamente 3 milhões a mais que nos níveis pré-recessão. Quanto maior for o tempo que os trabalhadores estiverem sem emprego, maiores são os riscos de não estarem mais aptos ao trabalho. Isso pode causar dano duradouro à economia e vem dando urgência aos esforços do Fed para estimular a economia.
Tags:
Edições digital e impressa