(1’39” / 388 Kb) – O governo do estado de Minas Gerais autorizou, na última terça-feira (9), a contratação de 3 mil professores temporários para substituir parte dos educadores em greve. O Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação do estado (Sind-UTE) acionou a Justiça contra essa medida. Os professores alegam que isso fere o direito à greve e a lei (7.783/89) que proíbe a contratação de substitutos durante o exercício da greve.
A não abertura do governador Antonio Anastasia (PSDB) para as negociações e os atos para deslegitimar a greve são criticados pela coordenadora geral do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira.
“Ele tenta fazer com que a greve se prolongue e acabe. Isso é temerário em se tratando de um governo de estado, que precisa zelar pelos direitos de todo mundo. Nós temos 50% da rede estadual atingida pela greve e isso prejudica milhões de alunos, além de prejudicar os próprios profissionais da educação”.
As contratações são para as turmas do 3º ano do ensino médio, que realizarão provas de vestibular e do Exame Nacional do Ensino Médio neste semestre.
Os professores da rede estadual de Minas estão em greve desde o dia 08 de junho. A principal pauta da categoria é a implantação do piso salarial nacional do magistério.
Atualmente, o salário-base no estado é R$ 369 (para 24h semanais), como foi divulgado pelo Sindicato com o contra-cheque de um professor. O governo alega que o menor salário pago é de R$ 1.122, somados todos os subsídios. O Ministério Público Estadual abriu inquérito civil para apurar a real remuneração dos educadores.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.
11/08/11