Presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) disse nesta terça-feira ter sido surpreendido pela notícia de que a Casa vai recontratar 1,2 mil funcionários terceirizados, mesmo com a auditoria da Fundação Getulio Vargas (FGV) que determinou o corte de despesas.
– Fui surpreendido. Se forem verdadeiros, são números excessivos. Necessita sim de uma correção. Essa é uma área da 1ª Secretaria. Tenho de conversar com ele [o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI)], mas não posso extrapolar as suas atribuições – acrescentou.
No ano passado, a Casa contratou a FGV para fazer auditoria nos gastos. Também determinou o corte de horas extras durante os recessos parlamentares e o fim das irregularidades com os chamados atos secretos. O corte de pessoal deveria ser de 30%. Mas, diferentemente do que determinou a fundação, o Senado fechou um novo contrato com uma empresa de limpeza e conservação. Por ano, o novo contrato vai custar mais de R$ 1 milhão à Casa.