Rio de Janeiro, 28 de Abril de 2026

Contradições marcam depoimento de menor em Vigário Geral

Em depoimentos prestados na Primeira Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), no Méier, na tarde desta sexta-feira, na presença das autoridades que integram a força-tarefa criada para elucidar o desaparecimento dos jovens de Vigário Geral, os dois militares da Marinha que foram seqüestrados e soltos por traficantes da Favela de Parada de Lucas, afirmaram que os bandidos não utilizaram o blindado ou qualquer viatura da PM no crime. (Leia Mais)

Sexta, 16 de Dezembro de 2005 às 17:26, por: CdB

Em depoimentos prestados na Primeira Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), no Méier, na tarde desta sexta-feira, na presença das autoridades que integram a força-tarefa criada para elucidar o desaparecimento dos jovens de Vigário Geral, os dois militares da Marinha que foram seqüestrados e soltos por traficantes da Favela de Parada de Lucas, afirmaram que os bandidos não utilizaram o blindado ou qualquer viatura da PM no crime. Segundo os militares, eles e as demais vítimas foram levados a pé pelos criminosos de Vigário Geral para a favela vizinha.

Os dois militares participaram também de uma sessão de reconhecimento a que foram submetidas as duas equipes que estavam no blindado, em Vigário Geral, e no Posto de Policiamento Comunitário (PPC) de Parada de Lucas, na madrugada de terça-feira. A equipe do blindado era integrada por um capitão e quatro praças. A do PPC, por quatro praças. Nenhum dos nove policiais militares foi reconhecido pelas vítimas como participantes do crime.

O menor de 16 anos que foi preso numa casa em Parada de Lucas onde havia diversas fardas da PM e que confessou ter participado do seqüestro dos jovens voltou a cair em contradição. Em depoimento prestado, hoje, na Primeira DPJM, ele afirmou que três dos quatro PMs de plantão no PPC de Lucas participaram da ação criminosa e um permaneceu no posto.

Contudo, na sessão de reconhecimento, ele apontou para apenas um dos quatro, o que, segundo as autoridades, tornou o seu reconhecimento incoerente, já que, pela lógica, mais dois dos três policiais teriam que ser reconhecidos. Nesta sexta, o menor afirmou que houve o emprego do blindado, ressaltando que não entrara no veículo, e depois negou que o carro fora usado. No seu depoimento ao Serviço Reservado do 16 BPM (Olaria), o menor afirmara que estivera dentro do blindado. Ao depor na 38 DP (Brás de Pina), ele não citou a presença do blindado. O menor também não reconheceu os policiais que estavam no blindado como participantes da ação criminosa.

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