Todo apoio à criação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação anunciada ontem pela Comissão de Comunicação da Câmara. A proposta tem como foco uma série de medidas que fortaleçam a liberdade de expressão e democratizem a comunicação no nosso país.
O objetivo fundamental está expresso no manifesto divulgado pelos deputados Luiza Erundina (PSB-SP), Glauber Braga (PSB - RJ), Emiliano José (PT-BA), Luiz Couto (PT-PB) e Francisco Praciano (PT – AM). A Frente tem como objetivo central "promover, acompanhar e defender iniciativas que ampliem o exercício do direito humano à liberdade de expressão e do direito à comunicação".
O texto é claro: a regulação e políticas públicas que promovam e garantam esta liberdade de expressão e o direito à comunicação são, hoje, urgentes em nosso país. Ele aponta a desigualdade latente no setor "já que os canais de mídia estão nas mãos de alguns grupos econômicos cuja prática impõe sérios limites à efetivação da liberdade de expressão do povo brasileiro e é fortemente marcada pela prevalência de interesses privados em detrimento do público".
Principais medidas
Dentre as várias medidas defendidas pelo manifesto, estão a regulamentação dos artigos 220, 221 e 223 da Constituição que tratam da proibição de monopólios e oligopólios no rádio e na TV. O documento propõe, ainda, a luta contra qualquer tipo de censura, bem como a defesa da dignidade da pessoa humana, especialmente a de grupos vulneráveis da nossa sociedade.
Temas como regionalização da programação, estímulo à produção independente e nacional, fortalecimento do sistema público e comunitário, ampliação do acesso à banda larga e liberdade na internet são contemplados no documento. Ele também versa e defende a participação popular no acompanhamento e regulação do sistema de comunicações.
A Frente elenca seus princípios com base em iniciativas já em curso no Congresso Nacional, estudos realizados sobre o tema por comissões da Câmara e do Senado e propostas elaboradas por diversos setores da sociedade civil, dentre os quais a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM). Ela precisa, agora, de 171 assinaturas para ser efetivamente criada. E, obviamente, do apoio de todos nós.
Contra monopólios nos meios de comunicação
Quinta, 24 de Fevereiro de 2011 às 07:35, por: CdB