Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Contra-ataque de Gaddafi detém avanço rebelde, dizem insurgentes

Quinta, 21 de Julho de 2011 às 09:25, por: CdB

Contra-ataque de Gaddafi detém avanço rebelde, dizem insurgentes

Por Nick Carey

MISRATA, Líbia (Reuters) - Rebeldes líbios disseram que um feroz contra-ataque de forças leais ao líder líbio, Muammar Gaddafi, nesta quinta-feira brecou seus avanços em uma linha de frente a leste da capital, Trípoli.

Um porta-voz dos insurgentes em Zlitan, na estrada costeira situada 160 quilômetros a leste da capital, afirmou que forças pró-Gaddafi apoiadas por tanques cercaram rebeldes que no dia anterior haviam tomado o controle da cidade de Souk al-Thulatha, localizada nas imediações.

Com disparos de tanques, os soldados derrubaram casas, declarou o porta-voz, em um comunicado divulgado na Internet.

"As brigadas estão aterrorizando as famílias, varrendo vilarejos e outras áreas, e semeando o pânico em toda a região", disse ele.

Os rebeldes, que conquistaram rapidamente a maior parte do leste da Líbia depois de um levante em fevereiro, também tiveram baixas na área ao redor do porto petrolífero de Brega, ao sul de Benghazi, sua principal base.

Eles disseram ainda estar tentando tomar plenamente o controle da cidade, que está em mãos de tropas de Gaddafi.

A TV estatal líbia exibiu imagens que informou serem de Zlitan e Brega, num aparente esforço para mostrar que as cidades ainda estão sob firme controle do governo central. Em Zlitan, dezenas de partidários de Gaddafi gritavam slogans de apoio a ele.

Enquanto a guerra prossegue por mais tempo do que muitos esperavam -- e com Muammar Gaddafi se contrapondo às ações para desalojá-lo do poder -- intensificaram-se os esforços de nova frente diplomática para uma solução que encerre o conflito.

A China informou que atuará com a União Africana, que propôs um plano considerado menos hostil ao líder líbio do que o de países do Ocidente, que insistem em destituí-lo.

O presidente chinês, Hu Jintao, disse ao presidente sul-africano, Jacob Zuma - em visita à China - que os africanos desempenharam um importante papel ao buscar uma solução política.

Na quarta-feira, a França afirmou que Gaddafi poderia permanecer no cargo se cedesse poder, numa aparente suavização da posição do Ocidente, em novo esforço para encontrar uma saída diplomática para a guerra, que já dura cinco meses.

Os Estados Unidos disseram que Gaddafi tem de sair do poder, mas caberá ao povo líbio decidir se ele permanece no país.

Mas o governo líbio afirma que a saída de Gaddafi, após 41 anos no comando da Líbia, não está em discussão. .

Embora a China não tenha usado seu poder de veto em março para bloquear uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que autorizou a campanha de bombardeios da Otan contra a Líbia, o governo chinês condenou rapidamente os ataques aéreos e fez um chamado por um acordo entre o governo e os rebeldes.

Reuters

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