Na manhã desta segunda-feira, a Força Aérea retornou a operação de retirada dos corpos das vítimas do acidente com o avião da Gol 1907 depois de ter sido suspensa na noite de domingo devido ao mau tempo.
Dois corpos, encontrados na tarde de domingo, foram levados para a fazenda Jarinã e depois seguiram para a base aérea da Serra do Cachimbo, na divisa do Pará com o Mato Grosso, de onde serão embarcados para Brasília.
Os funcionários da Fundação Oswaldo Cruz fizeram nesta manhã de segunda-feira um ato em memória de dois colegas que morreram no acidente. O grupo se concentrou em um prédio de Manguinhos e rezou por Nilo Dória e Marcia Valéria da Cruz que estavam a bordo do vôo 1907.
O Comando da Aeronáutica divulgou a primeira nota oficial afirmando que não há sobreviventes do vôo 1907. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que examinou a caixa-preta da outra aeronave envolvida no acidente, o jatinho Legacy, confirmou que os dois aviões colidiram no ar. As caixas-pretas do Legacy passarão por perícia em São José dos Campos.
O trabalho de remoção dos corpos das vítimas, de acordo com o diretor-geral da Anac Milton Zuanazzi, deve durar até uma semana, devido o local das buscas ser de difícil acesso, até para o pessoal especializado da Força Aérea, que executa o trabalho.
Uma comissão especial foi instaurada pela Anac para informar os familiares das vítimas do acidente aéreo sobre as investigações. A comissão, que será coordenada pela assessora de relações com os usuários, Laura Perdigão, ficará responsável por emitir dois boletins diários dirigidos às famílias, pela manhã e no fim do dia.