Terminou sem definição, depois de cinco horas, a reunião no Palácio do Planalto, que discutiu se os ministros além de participarem da campanha em seus estados, também poderão fazer campanhas nas demais unidade da federação.
A posição defendida pelo governo é de que eles participem apenas no estado onde têm base eleitoral. Mas não houve consenso, já que alguns argumentaram que também são dirigentes partidários.
- Defendemos que cada ministro fizesse política em seus estados. Alguns ponderaram que são dirigentes partidários; existem alguns ministros que são da executiva do seu partido e defenderam a militância onde seu partido tivesse candidato a prefeito.
- Como alguns contestaram e outros defenderam fazer gravações, que é a mesma coisa de estar presente, o presidente defendeu que a decisão fosse tomada na próxima semana - explicou o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.
Na próxima semana, o presidente Lula irá se reunir com os ministros da área política para chegar a uma definição. A idéia é estabelecer uma regra para que todos sigam, disse Múcio.
Participarão da próxima reunião os ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional; Edison Lobão, de Minas e Energia; Alfredo Nascimento, dos Transportes; Tarso Genro, da Justiça, Orlando Silva, do Esporte, além de José Múcio.
Hoje, o ministro da Advocacia-Geral da União, José Antonio Dias Tofoli, fez uma longa exposição sobre o que os ministros não devem fazer durante o período eleitoral, para evitar problemas com a justiça eleitoral. Ficou acertado que ele irá encaminhar uma cartilha detalhada aos ministros.
O ministro José Múcio citou entre as proibições, o uso carros oficiais e também a compra de passagens aéreas pagas pelos ministérios.