Se a economia brasileira mantiver um crescimento sustentado de 5% ao ano, até 2015, o consumo aparente de produtos siderúrgicos, que é o resultado das vendas internas mais importações, deve subir de 22 milhões de toneladas, registradas em 2007, para até 44 milhões de toneladas anuais.
A estimativa foi feita nesta segunda-feira pelo presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Flávio Azevedo. "Vai dobrar", disse. Segundo ele, o setor está realizando investimentos “pesados” no parque existente diante dessa expectativa.
No período 2008/2013, serão investidos US$ 27,1 bilhões, visando a ampliar a capacidade instalada em 15,3 milhões de toneladas. Desse total de investimentos, 70% já estão aprovados e em andamento.
- Não há nenhum indicativo de que qualquer desses investimentos vai sofrer algum tipo de problema - observou.
Novas empresas que estão se instalando no país deverão investir US$ 5,8 bilhões de 2009 a 2013, elevando a capacidade instalada em mais 6,8 milhões de toneladas.
- Isso significa que, até 2015, teremos um aumento de 22 milhões de toneladas na capacidade produtiva instalada, chegando a 63 milhões de toneladas - disse.
Hoje, a capacidade instalada é de 41 milhões de toneladas.
Com o aumento projetado da demanda atual, Azevedo disse que vão sobrar em torno de 20 milhões de toneladas para a exportação. Outros projetos se encontram em estudo para o período posterior a 2013, englobando investimentos de US$ 12,8 bilhões, que representarão um adicional de capacidade de 17,5 milhões de toneladas.
A previsão é de que a capacidade instalada alcance o volume de 80,6 milhões de toneladas, em 2015 ou 2016, para um consumo aparente de até 42 milhões de toneladas.
- Aí, sobraria ainda mais para a exportação - afirmou Azevedo.
Ele disse que a prioridade do setor, no entanto, é o atendimento do mercado interno.
- Não vai haver desabastecimento mesmo com previsão de aumento da demanda até 2015, com crescimento do Brasil de 5% ao ano - analisou.