Rio de Janeiro, 03 de Agosto de 2026

Consumo de maconha no Mercosul está aumentando, dizem autoridades

Segunda, 12 de Maio de 2003 às 14:34, por: CdB

Especialistas e autoridades antidrogas dos países do Mercosul afirmaram nesta segunda-feira, que é necessário intensificar a luta contra o tráfico de maconha, cujo consumo está aumentando na região. - Em todas estas reuniões, nenhum dos países informou sobre uma redução do consumo e do tráfico. No máximo estes são controlados, mas a tendência é o crescimento -, afirmou Andrés Benítez, da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai. Em reunião de representantes dos organismos antidrogas de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, integrantes do Mercosul, e de Bolívia e Chile, países associados ao bloco, Benítez disse que aumentaram as atividades do narcotráfico. O Paraguai produz anualmente na área de densa vegetação do departamento (estado) de Amambay, na fronteira com o Brasil, aproximadamente 18.000 toneladas métricas de uma variedade de maconha muito cobiçada nos países do Cone Sul. Calcula-se que dessa quantidade, só 5% sejam distribuídos no mercado local, e o resto seja vendido nos países da região com a utilização de métodos cada vez mais sofisticados para burlar a fiscalização, afirmou Benítez. No entanto, parte dos envios continua sendo feita por intermédio de cargas camufladas em caminhões que atravessam o território argentino antes de entrar no Chile, afirmou o major Alejandro Valenzuela, da Polícia de Carabineiros. - Estamos interessados em fortalecer os laços de coordenação e de ações de controle, e achamos que o Chile está se transformando num mercado alternativo de destino, porque uma grande parte fica na Argentina e outra no Brasil -, disse Valenzuela. Os participantes da reunião também discutem assuntos como o papel das alfândegas nos sistemas de controle e as penas que devem ser impostas aos narcotraficantes.

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