Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Consumo de energéticos aumenta risco de alcoolismo

Estudo feito com 1 mil universitários nos Estados Unidos verifica associação entre o consumo de bebidas energéticas e aumento no risco de desenvolver problemas de dependência do álcool. Os energéticos contêm bastante cafeína e podem levar ao desenvolvimento de outros problemas, além da perda de sono.

Quarta, 17 de Novembro de 2010 às 09:19, por: CdB
Uma nova pesquisa, feita nos Estados Unidos, verificou uma importante associação entre o consumo de bebidas energéticas e o risco de desenvolver alcoolismo. O estudo, que será publicado na edição de fevereiro da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research, avaliou dados de mais de 1 mil estudantes universitários, dos quais 10,1% disseram ingerir energéticos pelo menos uma vez por semana. Segundo o trabalho, aqueles com elevado consumo de energéticos (52 vezes ou mais por ano) apresentaram risco significativamente maior de desenvolver dependência de bebidas alcóolicas e se embebedavam mais e mais cedo (com relação à idade) do que os demais. O estudo destaca que os energéticos contêm bastante cafeína e podem levar ao desenvolvimento de outros problemas, além da perda de sono. Segundo o trabalho, uma importante preocupação é que a mistura de energéticos com bebidas alcóolicas pode levar a um estado de “embriaguez desperta”, na qual a cafeína mascara a sensação de embriaguez sem reduzir os prejuízos causados pelo estado. O resultado é que o usuário se sente menos bêbado do que realmente está, o que pode levar a consumir quantidades ainda maiores de bebida. – Os resultados reforçam a necessidade de maiores investigações a respeito dos possíveis efeitos negativos para a saúde das bebidas energéticas e dos riscos de seu consumo misturado com o álcool –, destacaram os autores. – A cafeína não se opõe ou cancela os prejuízos associados com a embriaguez, ela apenas disfarça os marcadores mais óbvios desse estado. O fato de que não há regulação a respeito da quantidade de cafeína nas bebidas energéticas é desconcertante –, disse Amelia Arria, da Universidade de Maryland, um dos autores da pesquisa.
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