O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) brasileiro, medido pela Fundação Getulio Vargas, apresentou queda de 0,4% de julho para agosto deste ano, depois de cinco meses seguidos de crescimento. O índice, que representa a opinião dos consumidores brasileiros sobre a situação atual e futura da economia e sobre a situação financeira de suas famílias, passou de 111,4 para 111,0 pontos. Apesar da queda, o índice ainda é superior ao de sua média histórica (107 pontos) e ao nível de agosto do ano passado (108,2 pontos). A avaliação dos consumidores sobre a expectativa para o futuro da economia foi de 109,5 pontos. A avaliação sobre a situação atual foi de 113,9 pontos.
A pesquisa mostrou que os brasileiros que consideraram a situação financeira familiar como boa subiu de 17,7% em julho para 18,6% em agosto. Já os que consideraram sua situação ruim passaram de 14,9% para 13,8% no mesmo período. O Índice de Confiança do Consumidor é medido com base na Sondagem de Expectativas do Consumidor, que é feita em mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras.
Sede da crise
Se no Brasil a confiança do consumidor permaneceu estável, nos EUA, onde começou a crise econômica mundial, os consumidores passaram a acreditar mais na recuperação da economia e o índice de confiança subiu mais que o esperado em agosto. Melhorou a perspectiva sobre o mercado de trabalho e a economia de maneira geral, mostrou relatório divulgado nesta terça-feira.
O grupo industrial Conference Board informou que seu índice de confiança do consumidor avançou para 54,1 em agosto, ante patamar revisado para 47,4% em julho. O número inicial de julho era de 46,6. Analistas esperavam que o índice ficasse em 47,5 em agosto. A leitura de agosto foi a maior desde maio, quando o registro foi de 54,8.
O índice de condições atuais subiu para 24,9 em agosto, frente a 23,3 em julho, enquanto o componente de expectativas saltou para 73,5, no maior patamar desde dezembro de 2007, quando a leitura foi de 75,8, ante 63,4 em julho. Menos norte-americanos avaliaram que está difícil de arrumar emprego, mostrou a pesquisa, com essa medida caindo para 45,1%, frente a 48,5%. O número de pessoas que disseram que está fácil encontrar emprego avançou para 4,2%, contra 3,7% em março.