A construção civil foi o setor que mais contratou nas regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador e no Distrito Federal em 2007, atingindo um crescimento de 8,2%, em comparação a 2006. No período, foram criados 66 mil novos postos de trabalho - 806 mil em 2006 contra 872 mil em 2007.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), e são referentes à pesquisa anual de emprego e desemprego.
Em termos absolutos, o setor do comércio foi o que mais gerou emprego no ano, 316 mil a mais do que o ano passado (8,44 milhões em 2006 contra 8,76 milhões em 2007).
— [A contratação] Ocorreu mais fortemente no setor da construção civil, com comércio acompanhando com crescimento vigoroso, e um crescimento mais acentuado da contratação com carteira de trabalho assinada —, disse o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.
O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 1.066, com crescimento de 1,3%. No Distrito Federal, o crescimento foi de 5,7%, com o trabalhador recebendo em média R$ 1.521, e em São Paulo, houve queda de 0,3%, registrando um rendimento médio de R$ 1.140.
— Nós tivemos um dinamismo positivo da indústria nas regiões, diferente de São Paulo, em que a indústria ficou estagnada. Nessas demais regiões metropolitanas, o papel do salário mínimo é muito mais importante do que é em São Paulo —, explicou o diretor do Dieese.
De acordo com Lúcio, um pequeno percentual de trabalhadores depende do salário mínimo em São Paulo, mas nas demais regiões o salário mínimo tem uma participação relevante. Os tipos de empregos nas regiões também são diferentes, o que acarreta variação maior ou menor de salários nas regiões metropolitanas.
— Tivemos [na região de São Paulo] ainda forte contratação de postos auxiliar, de atendente, cujo salário médio é inferior à media que já é paga em São Paulo, portanto, puxa a média para baixo, e os dinamismos próprios de algumas regiões metropolitanas, como por exemplo a de Belo Horizonte, como a parte extrativa, sideúrgica, que têm um dinamismo muito mais forte na indústria do que em São Paulo —, explicou Lúcio.
Construção Civil apresenta maiores taxas de emprego em seis regiões em 2007
Quarta, 13 de Fevereiro de 2008 às 15:20, por: CdB