Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Construção Civil apresenta maiores taxas de emprego em seis regiões em 2007

Quarta, 13 de Fevereiro de 2008 às 15:20, por: CdB

A construção civil foi o setor que mais contratou nas regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador e no Distrito Federal em 2007, atingindo um crescimento de 8,2%, em comparação a 2006. No período, foram criados 66 mil novos postos de trabalho - 806 mil em 2006 contra 872 mil em 2007.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), e são referentes à pesquisa anual de emprego e desemprego.

Em termos absolutos, o setor do comércio foi o que mais gerou emprego no ano, 316 mil a mais do que o ano passado (8,44 milhões em 2006 contra 8,76 milhões em 2007).

— [A contratação] Ocorreu mais fortemente no setor da construção civil, com comércio acompanhando com crescimento vigoroso, e um crescimento mais acentuado da contratação com carteira de trabalho assinada —, disse o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 1.066, com crescimento de 1,3%. No Distrito Federal, o crescimento foi de 5,7%, com o trabalhador recebendo em média R$ 1.521, e em São Paulo, houve queda de 0,3%, registrando um rendimento médio de R$ 1.140.

— Nós tivemos um dinamismo positivo da indústria nas regiões, diferente de São Paulo, em que a indústria ficou estagnada. Nessas demais regiões metropolitanas, o papel do salário mínimo é muito mais importante do que é em São Paulo —, explicou o diretor do Dieese.

De acordo com Lúcio, um pequeno percentual de trabalhadores depende do salário mínimo em São Paulo, mas nas demais regiões o salário mínimo tem uma participação relevante. Os tipos de empregos nas regiões também são diferentes, o que acarreta variação maior ou menor de salários nas regiões metropolitanas.

— Tivemos [na região de São Paulo] ainda forte contratação de postos auxiliar, de atendente, cujo salário médio é inferior à media que já é paga em São Paulo, portanto, puxa a média para baixo, e os dinamismos próprios de algumas regiões metropolitanas, como por exemplo a de Belo Horizonte, como a parte extrativa, sideúrgica, que têm um dinamismo muito mais forte na indústria do que em São Paulo —, explicou Lúcio.

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