Os opositores da Constituição precisavam de dois terços dos votos contrários ao documento em três províncias iraquianas para que ela fosse rejeitada.
Mas, segundo a comissão, 44% dos eleitores na Província-chave de Nineveh, no norte do Iraque, aprovaram a Carta, deixando apenas duas Províncias onde o "não" saiu vitorioso por margem aceitável.
Os oponentes do documento precisavam de dois terços dos votos em pelo menos três Províncias iraquianas para que ele fosse rejeitado.
Funcionários da comissão eleitoral disseram que um total de 78% dos eleitores aprovaram a Carta, e 21% se opuseram a ela na votação.
Com a aprovação da Constituição, fica aberto o caminho para a eleição de novo parlamento iraquiano, em dezembro.
Bomba
No total, 15 províncias iraquianas disseram "sim" à constituição. Ela foi rejeitada nas Província de Salahuddin (onde 96% disseram "não"), Anbar (onde foi rejeitada por 81%) e Nineveh.
O comparecimento dos eleitores às urnas foi de 63%.
Ainda nesta terça-feira, a explosão de um carro bomba na cidade de Sulaymaniyah, no nordeste do Iraque, deixou pelo menos nove mortos, segundo autoridades do país.
A bomba explodiu do lado de fora do prédio em que trabalham as autoridades de segurança locais, responsáveis por grupos militantes curdos.
Sulaymaniyah é controlada por curdos iraquianos e era considerada mais segura do que outras partes do Iraque.
A explosão acontece um dia depois que três explosões mataram pelo menos 17 pessoas no centro de Bagdá.
Os ataques de insurgentes aumentaram desde a realização do referendo sobre a Constituição iraquiana.
Segundo autoridades eleitorais, a província de Sulaymaniyah, da qual a cidade Sulaymaniyah é capital, votou a favor da Carta.