Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Conservadores do Irã vencem eleições e reformistas perdem espaço

Conservadores do Irã vencem eleições e reformistas perdem espaço

Terça, 24 de Fevereiro de 2004 às 07:26, por: CdB

Os conservadores do Irã ganharam as eleições e tiraram vários de seus rivais reformistas do Parlamento ao conseguirem uma clara maioria dos 290 assentos da assembléia, informou na terça-feira a agência oficial de notícias do país, IRNA.

Com o resultado, o presidente Mohammad Khatami e seu gabinete, os únicos reformistas ainda no poder, terão de enfrentar um parlamento hostil. A IRNA disse que 20 candidatos conservadores obtiveram votos suficientes para ganhar um lugar no parlamento, somando-se às 129 cadeiras que o grupo já havia obtido até agora.

Os reformistas ganharam até agora somente 40 cadeiras, em comparação às cerca de 190 que tinham no último parlamento. Segundo eles, as eleições foram fraudadas. O Conselho Guardião, formado por 12 homens da linha dura, proibiu cerca de 2.500 candidaturas do grupo para as eleições realizadas na sexta-feira.

Os deputados atuais deixarão os cargos no final de maio. Os independentes ganharam 30 assentos. Cinco lugares são reservados às minorias de cristãos, judeus e zoroastristas. A contagem dos votos na capital para decidir quem fica com as outras 10 cadeiras continua.

A eleição foi adiada em Bam devido ao terremoto de dezembro, e outras 55 cadeiras serão votadas novamente, porque nenhum candidato conseguiu mais de 25 por cento dos votos. Cinco mulheres foram eleitas até agora, em comparação às 13 que ocupavam assentos no Parlamento até agora.

O boicote teve menos adesão do que o esperado. O movimento foi liderado pelo principal partido reformista, chefiado pelo irmão mais novo de Khatami, mas a eleição teve índice de participação ao redor de 50 por cento, acima do esperado.

Muitos iranianos estão frustrados com o fracasso de Khatami em colocar a economia em ordem, de implementar mudanças e enfrentar a linha dura. A União Européia manifestou ``profundo pesar e decepção com o alto número de candidatos impedidos de concorrer'' no rascunho de um comunicado obtido pela Reuters.

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