Rio de Janeiro, 05 de Maio de 2026

Conservadores acreditam que Schroeder irá ceder

Quinta, 06 de Outubro de 2005 às 08:11, por: CdB

Os conservadores da Alemanha acham que Gerhard Schroeder vai concordar em deixar o cargo depois das negociações desta quinta-feira sobre a formação de um governo de coalizão, abrindo caminho para Angela Markel se tornar chanceler e encerrar o impasse pós-eleitoral no país.
Aliados de Merkel e os Sociais Democratas (SPD) de Schroeder estão começando a aceitar a idéia de formar uma coalizão. Nenhum deles conseguiu maioria com seus aliados preferencias após a eleição de 18 de setembro.

Mas até agora não concordaram sobre quem será o próximo chanceler. Schroeder recusou-se a reconhecer a derrota, mesmo com os quatro assentos a mais que os conservadores conseguiram no Parlamento.

Merkel, da União Democrata-Cristã (CDU), seu aliado Edmund Stoiber -- chefe da União Social-Cristã (CSU) --, Schroeder e o social democrata Franz Muentefering devem se encontrar às 19h (14h, horário de Brasília) para tentar resolver o assunto.

- Espero que fique claro nesta noite que o SPD já não insiste em manter o cargo de chanceler com Gerhard Schroeder - disse Wolfgang Bosbach, vice-líder do grupo conservador no Parlamento, à rádio pública alemã.

Em conversa com repórteres a caminho de uma reunião da liderança do partido na manhã de quinta-feira, Merkel disse que espera chegar a um acordo em breve, mas afirmou: "Não precisamos nos colocar sob pressão de tempo."

Schroeder, 61, deu sinais nesta semana que poderá deixar o cargo que ocupa desde 1998, afirmado que não será o empecilho para a criação de um governo estável. A chamada "grande coalizão" entre os principais partidos da esquerda e da direita existiu apenas uma vez na Alemanha, nos anos 1960.

O país enfrenta crescimento econômico fraco, alto índice de desemprego e um persistente déficit no orçamento. Os dois lados parecem concordar com a necessidade de reduzir o déficit para os limites da União Européia (UE), encerrar conflitos entre poderes federais e estatais e simplificar as leis de impostos.

Mas há diferenças, principalmente nos planos conservadores de facilitar contratações e demissões e de reformar o financiamento do setor de saúde.

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