Na reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, realizada na manhã desta quinta-feira, os parlamentares ouviram os depoimentos dos dois ex-proprietários do Fiat Ducato que teria pertencido ao deputado Lino Rossi (PP-MT): Wylerson Moreira da Costa e Valcir José Piran. Os depoentes forneceram informações para instruir o processo disciplinar que tramita no conselho contra o senador Magno Malta (PL-ES), que tem como relator o senador Demóstenes Torres (PFL-GO).
Demóstenes leu requerimento com a justificativa para a ausência de Valdir Piran, irmão de Valcir, que já esteve na Casa em setembro. A pedido de Magno Malta, será ouvido também o deputado Walter Pinheiro (PT-BA).
Família Vedoin
O depoente Wylerson Costa, assessor do deputado Lino Rossi há cinco anos, disse que a Planam repassou o automóvel a Rossi para "ajuda de campanha". Confessou que o deputado usou o carro em campanha, e em 2002, o revendeu para Valcir Piran, conhecido como Kuky. O deputado, segundo Costa, pegou o carro de volta, em 2003 e o emprestou ao senador Magno Malta (PL-ES). Em 2005, Malta teria devolvido o automóvel, despachado de Vitória por uma empresa chamada GranCap, em Cuiabá. O próprio Costa o teria buscado. Os recibos estariam em poder do deputado Lino Rossi.
Costa também confirmou a transferência do veículo em nome de José Luiz Cardoso para Querli Batistello, mas não soube explicar por que o recibo de transferência estaria em poder da família Vedoin, conforme descoberto pela Polícia Federal.
Defesa
Em outro processo ainda sobre o desvio de verbas do Ministério da Saúde por meio de emendas parlamentares, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) deve apresentou sua defesa ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. A senadora responde a processo por denúncias de envolvimento no esquema de compra superfaturada de ambulâncias
A senadora argumenta ser inocente e sem nenhum vínculo com as ações de familiares.