Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Conselho Nacional de Justiça apoia juiz preso no Rio

Terça, 12 de Fevereiro de 2008 às 16:06, por: CdB

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, nesta terça-feira, moção de repúdio à ação promovida por alguns policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) contra o juiz federal Roberto Schuman. Schuman foi preso e acusa os policiais de o terem agredido verbalmente na segunda-feira de carnaval, na Lapa, Centro do Rio. Os conselheiros aprovaram ainda o acompanhamento formal do caso pelo corregedor nacional de Justiça, ministro César Asfor Rocha, junto à corregedoria da Polícia Civil.

Segundo a Associação dos Juizes Federais do Brasil (Ajufe), que entrou com reclamação contra os policiais no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o juiz contou em depoimento que desceu de um táxi, no bairro da Lapa, Centro do Rio, na segunda de carnaval, quando um carro policial com os faróis apagados buzinou. O juiz, que estava caminhando pela rua falando no celular, teria pulado para a calçada e em seguida pedido desculpas para os agentes. Neste momento os policiais teriam começado a chamá-lo de malandro e bêbado.

Schuman teria questionado a atitude dos policiais, que o algemaram e o prenderam. No site do Conselho Nacional de Justiça, é relatado que, durante o trajeto, o magistrado perguntou qual era o motivo da prisão, o que teria sido respondido por um dos policiais: "Até a delegacia a gente inventa, se é que vamos levá-lo para lá mesmo".

Em nota oficial, a Ajufe considerou o episódio uma demonstração de afronta à lei por parte dos policiais e extrapolação de funções. “Tais arbitrariedades são manifestações de quem se considera acima dos poderes constituídos, sendo inadmissível que sejam praticadas por agentes integrantes da chamada elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro.”

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