Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Conselho municipal impõe estupro coletivo por 12 homens a uma mulher na Índia

Quinta, 23 de Janeiro de 2014 às 12:02, por: CdB
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Polícia prende suspeitos do caso de estupro coletivo no distrito de Birdhum
Uma mulher indiana, de 20 anos, foi vítima de estupro coletivo cometido por 12 homens na noite passada, sob a ordem de um conselho comunitário em Birbhum, distrito a 240 quilômetros de Kolkata, no Leste da Índia. Ela foi alvo de uma punição por manter relação amorosa com um homem de outra comunidade, segundo informações da polícia, que já prendeu os acusados. O conselho local ordenou a punição na noite de terça-feira, depois de uma reunião de emergência em Subalpur, onde ela mora. A jovem segue hospitalizada e seu estado de saúde inspira cuidados. Os moradores de Birbhum descobriram o relacionamento entre eles na segunda-feira e seus pais se declararam incapazes de pagar a multa cobrada pela infração, no valor de 50 mil rúpias (cerca de US$ 900). Durante a reunião em que a punição foi decidida, a jovem e o amante foram amarrados a duas árvores em uma praça do local e julgados publicamente. A sentença foi cumprida nesta quarta-feira. Rotina terrível Em outro caso rumoroso de estupro coletivo na Índia, a polícia da capital Nova Déli está investigando o caso de uma mulher dinamarquesa que se perdeu nas ruas perto do hotel onde estava hospedada. A turista, de 51 anos, disse à polícia foi atacada por um grupo de homens na noite de terça-feira. A polícia informou que ela ameaçada com uma faca, assaltada e estuprada. – Ela chegou ao hotel e relatou o caso ao gerente, que chamou a polícia, e agora estão sendo feitas as investigações – disse à agência britânica de notícias BBC Rajan Bhagat, um porta-voz da polícia. Ninguém foi preso, mas vários homens já foram interrogados. A turista, que estaria viajando sozinha pela Índia e estava hospedada no bairro de Paharganj, voltado para mochileiros, já deixou o país. Outros casos A investigação da violência sexual na Índia aumentou desde dezembro de 2012, quando outro grupo de homens estuprou e matou uma estudante em um ônibus em Nova Déli. A violência contra a estudante gerou uma onda de protestos no país e grande repercussão também no exterior. Em resposta, o governo tomou medidas e as leis contra crimes sexuais ficaram mais severas, mas analistas dizem que a violência e discriminação contra mulheres continuam profundamente enraizada na sociedade indiana. Após o caso do estupro coletivo de 2012, outros estupros brutais foram registrados no país. Em março de 2013, uma turista da Suíça e a parceira dela sofreram um estupro coletivo no Estado de Madhya Pradesh. Seis homens foram condenados à prisão perpétua por este crime em julho. Uma mulher de 21 anos foi estuprada por dois grupos diferentes de homens na véspera de Natal em Pondicherry (cidade do sudeste do país) e uma adolescente de 16 anos morreu depois de sofrer dois estupros coletivos e ter seu corpo queimado na cidade de Calcutá (leste). Prejuízo à imagem Os casos de violência contra indianas e mulheres estrangeiras podem prejudicar a imagem da Índia em outros países, segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Andrew North. North afirma que, desde o caso do estupro da estudante em dezembro de 2012, Nova Déli ganhou o título de "capital do estupro na Índia". As autoridades do país afirmam que o problema não é tão grave como a imprensa afirma ser e que outros países também têm estupros. – Mas, desde o caso do estupro coletivo de Nova Déli, a segurança das mulheres e a discriminação que elas sofrem na sociedade indiana está em destaque. A imprensa indiana, assim como a estrangeira, dão muito mais espaço à questão – afirma o correspondente. O jornalista acrescenta que o caso envolvendo a turista dinamarquesa é prioridade para a polícia de Nova Déli. Mas muitos no país destacam que o necessário é que o sistema de justiça e a sociedade indiana em geral levem o problema mais a sério. Apesar de os casos envolvendo estrangeiras receberem muita atenção da imprensa e da polícia, os casos de estupro de mulheres indianas têm uma probabilidade muito menor de serem levados à justiça, disse North.
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