Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2026

Conselho Monetário mantém meta de inflação em 4,5% até 2007

O país terá de perseguir uma meta de inflação de 4,5% nos próximos dois anos. A meta, para 2006 e 2007, foi estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) - formado pelos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e Fazenda, Antonio Palocci, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. (Leia Mais)

Quinta, 23 de Junho de 2005 às 13:04, por: CdB

O país terá de perseguir uma meta de inflação de 4,5% nos próximos dois anos. A meta, para 2006 e 2007, foi estabelecida  pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) - formado pelos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e Fazenda, Antonio Palocci, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Além de estabelecer a meta de 4,5%, o CMN reduziu a atual faixa de tolerância de 2,5 pontos percentuais para dois pontos percentuais em 2007. Ou seja: o teto possível para a inflação cairá de 7% para 6,5%.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva por Palocci, momentos após o fim da reunião do CMN. O ministro argumentou que a meta é mais condizente com uma economia forte, que "vem se ajustando mais e mais para um crescimento sustentado".

Ele ressaltou o sucesso obtido ao longo dos últimos meses na busca de uma economia equilibrada, juntamente com toda a equipe de governo e a sociedade, e disse que o êxito registrado até aqui é que permite a adoção de metas mais ambiciosas, como a redução da inflação fixada pelo CMN.

Palocci manifestou que esses passos, aparentemente pequenos, são necessários para a obtenção de objetivos, pois a experiência tem demonstrado, aqui e em outros países, que "quando se tolera uma inflação maior, a única conquista que se obtém é justamente uma inflação ainda maior". Daí a necessidade de não se baixar a guarda nesse sentido.

Questionado se o momento de inquietação política do país, com a instalação de três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso iria atrapalhar a recuperação da economia, O ministro da Fazenda disse "anúncios traumáticos causam inquietação momentânea em qualquer país". Assegurou, no entanto, que "as instituições do país estão preparadas para resolver esses problemas de maneira adequada".

O país e o governo, segundo ele, têm que enfrentar as dificuldades que aparecem, e "temos que colaborar com as apurações e divulgação correta dos fatos". Afinal, transparência e liberdade de opinião fazem parte das grandes democracias, e "confio plenamente" no Congresso, no Ministério Público, na Polícia Federal, disse ele, acrescentando que "os países que assim agem saem fortalecidos das crises".

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