O país terá de perseguir uma meta de inflação de 4,5% nos próximos dois anos. A meta, para 2006 e 2007, foi estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) - formado pelos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e Fazenda, Antonio Palocci, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Além de estabelecer a meta de 4,5%, o CMN reduziu a atual faixa de tolerância de 2,5 pontos percentuais para dois pontos percentuais em 2007. Ou seja: o teto possível para a inflação cairá de 7% para 6,5%.
O anúncio foi feito em entrevista coletiva por Palocci, momentos após o fim da reunião do CMN. O ministro argumentou que a meta é mais condizente com uma economia forte, que "vem se ajustando mais e mais para um crescimento sustentado".
Ele ressaltou o sucesso obtido ao longo dos últimos meses na busca de uma economia equilibrada, juntamente com toda a equipe de governo e a sociedade, e disse que o êxito registrado até aqui é que permite a adoção de metas mais ambiciosas, como a redução da inflação fixada pelo CMN.
Palocci manifestou que esses passos, aparentemente pequenos, são necessários para a obtenção de objetivos, pois a experiência tem demonstrado, aqui e em outros países, que "quando se tolera uma inflação maior, a única conquista que se obtém é justamente uma inflação ainda maior". Daí a necessidade de não se baixar a guarda nesse sentido.
Questionado se o momento de inquietação política do país, com a instalação de três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso iria atrapalhar a recuperação da economia, O ministro da Fazenda disse "anúncios traumáticos causam inquietação momentânea em qualquer país". Assegurou, no entanto, que "as instituições do país estão preparadas para resolver esses problemas de maneira adequada".
O país e o governo, segundo ele, têm que enfrentar as dificuldades que aparecem, e "temos que colaborar com as apurações e divulgação correta dos fatos". Afinal, transparência e liberdade de opinião fazem parte das grandes democracias, e "confio plenamente" no Congresso, no Ministério Público, na Polícia Federal, disse ele, acrescentando que "os países que assim agem saem fortalecidos das crises".
Conselho Monetário mantém meta de inflação em 4,5% até 2007
O país terá de perseguir uma meta de inflação de 4,5% nos próximos dois anos. A meta, para 2006 e 2007, foi estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) - formado pelos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e Fazenda, Antonio Palocci, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. (Leia Mais)
Quinta, 23 de Junho de 2005 às 13:04, por: CdB