Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Conselho Militar do Egito suspende a Constituição e dissolve o Parlamento

O Conselho Militar Supremo do Egito decidiu, neste domingo, suspender a Constituição, dissolver o Parlamento e formar uma comissão para escrever uma nova Carta para o país. O conselho estará no poder por seis meses ou até eleições acontecerem, afirma comunicado divulgado pela televisão estatal.

Domingo, 13 de Fevereiro de 2011 às 11:14, por: CdB
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O Conselho Militar Supremo do Egito decidiu, neste domingo, suspender a Constituição, dissolver o Parlamento e formar uma comissão para escrever uma nova Carta para o país. O conselho estará no poder por seis meses ou até eleições acontecerem, afirma comunicado divulgado pela televisão estatal. O país árabe mais populoso dá seus primeiros e incertos passos rumo à democracia e os organizadores dos protestos estão formando um Conselho Tutelar para defender a revolução e negociar com uma junta militar que deseja que a vida volte ao normal. Nesta manhã (no horário local) líderes militares do Egito e de Israel promoveram um contato inicial e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio ao compromisso da junta militar egípcia em respeitar o tratado de paz com o Estado judeu. O ministro da Defesa da Israel, Ehud Barak, e Mohamed Hussein Tantawi, chefe do Conselho Militar Supremo do Egito, falaram por telefone no sábado, afirmou uma porta-voz do ministério, evitando dar mais detalhes. Em comentários a jornalistas, Netanyahu expressou satisfação com a liderança militar egípcia e o anúncio de que o novo governo vai respeitar tratados internacionais. – O acordo de paz foi mantido pelo Egito ao longo dos anos... é uma peça central de paz e estabilidade, não apenas para os dois países, mas para pessoas em toda a região – disse Netanyahu no início de uma reunião de seu gabinete, em Jerusalém. Em 1979, o Egito tornou-se o primeiro país árabe a assinar um tratado de paz com Israel, que observou com preocupação as semanas de protestos que derrubaram o presidente Hosni Mubarak, na sexta-feira. O gabinete egípcio, formado enquanto o presidente de 82 anos ainda estava no poder, não sofrerá grandes mudanças e assistirá a transição política para um governo civil nos próximos meses, disse um porta-voz do gabinete à agência inglesa de notícias Reuters. – O formato do governo permanecerá até o processo de transformação estar completado em alguns meses, depois um novo governo será formado baseado nos princípios democráticos colocados – afirmou o porta-voz, acrescentando que algumas pastas podem mudar de mãos. A estratégia dos militares é de acalmar a nação e o mundo sobre suas intenções futuras e, no curto prazo, garantir que a lei seja cumprida depois que a polícia, caída em desgraça, se desfez, tendo se mostrado incapaz de esmagar os protestos com gás lacrimogêneo e cassetetes.
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