Rio de Janeiro, 25 de Abril de 2026

Conselho, indeciso, opta pela cassação de Brant e professor Luizinho

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira, por oito votos a sete o parecer que pede a cassação do deputado Roberto Brant (PFL-MG), por quebra de decoro parlamentar. Em seguida, o Conselho decidiu, por cinco votos contra e nove a favor, pela cassação do mandato do Professor Luizinho (PT-SP). (Leia Mais)

Quinta, 26 de Janeiro de 2006 às 10:39, por: CdB

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira, por oito votos a sete o parecer que pede a cassação do deputado Roberto Brant (PFL-MG), por quebra de decoro parlamentar. A votação foi desempatada pelo presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PTB -SP), que votou a favor do parecer do relator.

- É o momento mais difícil, mais penoso da minha vida pública - disse Izar antes de dar seu voto.

Brant disse que ficou satisfeito com o resultado e que acredita na absolvição no plenário da Casa.

- Nem o Conselho, com toda essa disposição de condenar todo mundo, conseguiu me condenar. Precisou do voto regimental - disse. O voto regimental, ou voto de Minerva, é previsto no Regimento Interno da Câmara nos casos de empate nas votações. No Conselho de Ética, o voto de Minerva é do presidente.

Brant é acusado de ter recebido R$ 102,8 mil da agência SMP&B, de Marcos Valério de Souza, um dos supostos operadores do mensalão. Os recursos teriam sido usados para pagar despesas de campanha.

Outro cassado

Por nove votos a cinco, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou o relatório do deputado Pedro Canedo (PP-GO) que recomenda a cassação do deputado Professor Luizinho (PT-SP). Em um prazo regimental de cinco sessões, o processo será votado em plenário.

O deputado é acusado de ser um dos sacadores de um suposto esquema de pagamento de mesada a parlamentares em troca de apoio ao governo. Em depoimento em novembro do ano passado, no Conselho de Ética, Luizinho disse que os R$ 20 mil foram sacados por um assessor para pagamento de despesas de pré-campanha de candidatos a vereador, no interior paulista. Na ocasião, o deputado afirmou que não tinha conhecimento dos saques, nem do "mensalão".

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