Conselho de Segurança quer fim imediato de violência na Líbia
Embaixadora brasileira, que preside o Conselho de Segurança das Nações Unidas, em fevereiro, Maria Luiza Ribeiro Viotti leu comunicado após segunda reunião de emergência sobre o país na noite passada.
Quarta, 23 de Fevereiro de 2011 às 05:36, por: CdB
Embaixadora brasileira, que preside o Conselho de Segurança das Nações Unidas, em fevereiro, Maria Luiza Ribeiro Viotti leu comunicado após segunda reunião de emergência sobre o país na noite passada. O Conselho condenou o uso da violência a civis na Líbia durante protestos contra o regime de Muammar Kadafi, que está há mais de 40 anos no poder.
Após duas reuniões de emergência, nesta terça-feira, os países-membros do Conselho pediram ao governo líbio que proteja a população e os direitos humanos. O órgão disse ainda que a Líbia deve dar acesso imediato a monitores de direitos humanos e agências humanitárias.
Diálogo Nacional
Segundo o próprio governo, pelo menos 300 pessoas já morreram nos protestos. Numa declaração, lida pela presidente do Conselho de Segurança neste mês, a embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, os países-membros querem o fim imediato da violência e passos para atender ao que ela chamou de demandas legítimas da população, incluindo um diálogo nacional.
De acordo com agências de notícias, militares teriam usado helicópteros e aviões para atirar contra os manifestantes no domingo.
Mídia
Durante uma entrevista a jornalistas em Los Angeles, onde se encontrava de viagem, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que conversou com Kadafi por 40 minutos, ao telefone, e pediu a ele que respeitasse o direito de reunião dos cidadãos.
Ainda nesta terça-feira, a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu uma investigação independente sobre as mortes ocorridas no país. Já a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que o fechamento de órgãos da mídia e de meios de informação é preocupante.
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