O Conselho de Segurança aprovou por unanimidade hoje, sexta-feira, uma resolução que autoriza prorrogar por seis meses a presença das Forças das Nações Unidas para a Manutenção da Paz no Chipre (UNFICYP, em inglês).
A medida, adotada com 15 votos a favor, responde às recomendações feitas pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em seu último relatório.
Annan aconselhou que a UNFICYP permanecesse no Chipre, embora tenha proposto uma revisão de seu mandato para ajustá-lo à nova realidade, depois da rejeição dos greco-cipriotas ao plano de reunificação elaborado sob seus auspícios.
Em 24 de abril, as comunidades grega e turca de Chipre foram às urnas para votar em um referendo sobre o plano de Annan.
O plano previa um sistema federal, com duas entidades e comunidades com apenas uma personalidade legal internacional, baseada no princípio de igualdade política entre gregos e turcos cipriotas.
Enquanto o eleitorado turco-cipriota apoiou o plano, os greco-cipriotas rejeitaram-no, motivo pelo qual só uma parte da ilha entrou na União Européia em 1 de maio.
A resolução adotada hoje estende o mandato da UNFICYP por seis meses, até 15 de dezembro, e leva em consideração a proposta de Annan de revisar as atividades e efetivos da missão.
O secretário-geral comprometeu-se a entregar nos próximos três meses um relatório sobre a reestruturação que planeja fazer da missão, que afetará o nível de efetivos e o conceito das operações.
Por outro lado, a resolução urge os turco-cipriotas e as forças turcas a rescindir imediatamente as restrições que impõem à UNFICYP e pede que permitam a plena liberdade de circulação para empregados da ONU para que eles possam cumprir seu mandato com eficiência.