Reunidos na sede da ONU, em Nova York, os 15 membros do Conselho - os cinco permanentes e os dez rotativos - votaram a favor da Resolução 1747, que amplia as sanções impostas em dezembro de 2006.
O Irã alega que o seu programa nuclear é voltado para a geração de energia e, portanto, tem fins exclusivamente pacíficos.
Negociações
O embaixador britânico na ONU, Emyr Jones Parry, declarou, em nome do Conselho, que a decisão unânime "reflete as profundas preocupações da comunidade internacional sobre os programas nucleares do Irã".
Mas o responsável pela política externa da União Européia, Javier Solana, disse após a votação que o bloco continua comprometido com a busca de uma solução negociada para a disputa em torno do programa nuclear do Irã.
Os seis países que redigiram a resolução - os cinco membros permanentes (EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia e China) mais a Alemanha - passaram a sexta-feira negociando com ocupantes rotativos como África do Sul, Catar e Indonésia que tinham objeções a trechos do texto.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, havia dito que queria participar da sessão e se dirigir ao Conselho antes da votação, mas, segundo autoridades iranianas, os Estados Unidos atrasaram a emissão do seu visto.
Mas Washington diz que o visto foi emitido e que Ahmadinejad queria apenas um pretexto para não comparecer.
O governo iraniano foi representado pelo ministro do Exterior, Manouchehr Mottaki, na sessão do Conselho.