Medidas incluem proibição de viagem e congelamento de bens do presidente Laurent Gbagbo, de sua esposa e três assessores; violência política causada por impasse pós-eleitoral gerou fuga de mais de 1 milhão de pessoas do país africano, também conhecido como Costa do Marfim.
Laurent Gbagbo
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução, no final da tarde desta quarta-feira, impondo sanções ao presidente da Cote d'Ivoire, Laurent Gbagbo, à mulher dele e três assessores.
A medida ocorre cinco meses após o início da violência política causada pelo resultado das eleições presidenciais. A ONU e outros representantes da comunidade internacional, reconheceram a vitória do candidato da oposição, Alassane Ouattara, mas Gbagbo recusa-se a deixar o cargo.
Guerra Civil
Pelo menos 1 milhão de pessoas já fugiram do país, também conhecido como Costa do Marfim, por causa dos confrontos entre simpatizantes e opositores dos dois políticos.
Entre as sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança, estão a proibição de viagem para Gbagbo, a esposa Simone e assessores.
As eleições de novembro passado pretendiam unificar o país africano dividido por uma guerra civil em 2002.
Segundo as Nações Unidas, cerca de 500 pessoas morreram nos combates, que se itensificaram nas últimas semanas.
O Conselho de Segurança condenou os recentes atos de violência, que poderiam ser classificados como crimes contra a humanidade.
A Missão das Nações Unidas na Costa do Marfim, Unoci, também tem sido alvo de violência. No início da semana, um ônibus da Missão foi apedrejado por manifestantes.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.