Encontro, a portas fechadas, ocorre na tarde desta quarta-feira em Nova York; será a segunda reunião sobre o tema em menos de 24 horas; nesta terça-feira, Ban Ki-moon pediu diálogo e reformas no país árabe.
Ban Ki-moon
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
Os países-membros do Conselho de Segurança se reúnem na tarde desta quarta-feira para discutir a situação na Síria.
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, B. Lynn Pascoe, deverá participar da sessão, a portas fechadas, em Nova York.
Protestos
Desde a última sexta-feira, pelo menos 100 pessoas morreram em repressão a protestos pró-democracia no país árabe. A sessão no Conselho de Segurança será a segunda, em menos de 24 horas, no órgão.
No encontro desta terça-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou "preocupação crescente e grave" com as mortes e ferimentos de manifestantes nos protestos. Ele Ban pediu um inquérito independente sobre as mortes.
Segundo o Secretário-Geral, deve haver uma investigação transparente e eficaz. Ele afirmou que somente um diálogo e reformas genuínas podem "abordar as aspirações do povo sírio e restaurar a paz e ordem sociais."
Embaixador sírio
Já o embaixador da Síria na ONU, Bashar Ja'afari, disse a jornalistas que o governo vai conduzir sua própria investigação e não deve confiar no que ele chamou de "relatos irrelevantes."
De acordo com o embaixador, vários grupos "tiraram vantagem das manifestações infiltrando-se entre os manifestantes e disparando contra as forças de segurança." Segundo ele, os confrontos causaram muitos feridos, mas o presidente sírio deu ordens para que não houvesse disparos.
Os protestos na Síria ocorrem após manifestações realizadas no Oriente Médio e no norte de África, que levaram à queda dos regimes na Tunísia e no Egito.
Vários protestos no Iêmen, na Líbia e no Barein foram reprimidos pelas forças de segurança.
*Apresentação: