Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Conselho de Ética da Alerj ouve sete deputados acusados de fraude

Segunda, 17 de Março de 2008 às 06:27, por: CdB

Sete dos oito deputados acusados de envolvimento na fraude do auxílio-educação irão depor ao Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta segunda-feira. Entre os depoentes está o deputado Álvaro Lins (PMDB), ex-chefe de Polícia Civil do Estado.

O presidente da Assembléia  Jorge Picciani (PMDB), solicitará abertura de processo de investigação no conselho contra os deputados Marcelino D´Almeida (licenciado do cargo e atual secretário de Governo da Prefeitura do Rio) e João Pedro, ambos do DEM.
 
– Vamos pedir a acareação dos dois deputados. Um é suplente do outro, mas o Conselho de Ética vai apurar facilmente de quem é a responsabilidade pela nomeação, assegurou Picciani, acrescentando que não haverá perseguição nem tampouco proteção aos deputados envolvidos.  
Serão ouvidos os seguintes deputados: Renata do Posto (PTB); Jane Cozzolino (PTC); João Peixoto (PSDC); Tucalo (PSC); Délio Leal (PMDB); Édino Fonseca (PR), e Álvaro Lins (PMDB).
 
A Comissão analisará também o parecer do procurador-geral da Alerj, Marcelo Cerqueira, que recomenda a demissão do funcionário Eduardo Rocha Orsino, lotado no Departamento de Transportes da Alerj e apontado como aquele que ia ao banco com elas para abrir a conta-salário e que ficava com o cartão magnético. Picciani disse estar claro que os envolvidos estão tentando atrapalhar as investigações e que o Ministério Público, subsidiado pelo Conselho de Ética, poderá pedir a prisão deles.
 
– A quadrilha tem base em Magé e Guapimirim e atua nos extremos de Duque de Caxias e Cachoeiras de Macacu. Todas as vítimas apontam para cinco nomes: (Wanderley) Galdeano, Eduardo Orsino, Ubirajara (Silva Ferreira), o professor Marco Aurélio (Marins), que estava cedido à Casa pela Secretaria de Educação, e o funcionário Norival Coelho, da deputada Renata do Posto. Destes cinco já há indícios de que estão interferindo nas investigações, afirmou o ex-deputado Marcelo Cerqueira.

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