Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Conselho aprova pedido de cassação de Renan Calheiros

Por 11 votos a 3, o Conselho de Ética do Senado aprovou pedido de cassação do mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente licenciado da Casa. Somente os senadores Wellington Salgado (PMDB-MG), Almeida Lima (PMDB-SE) e Valdir Raupp (PMDB- RO) votaram contra o relatório do senador Jefferson Péres (PDT-AM), que pede a cassação de Renan por uso de "laranjas" na compra de empresas de comunicação. (Leia Mais)

Quarta, 14 de Novembro de 2007 às 16:43, por: CdB

Por 11 votos a 3, o Conselho de Ética do Senado aprovou pedido de cassação do mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente licenciado da Casa. Somente os senadores Wellington Salgado (PMDB-MG), Almeida Lima (PMDB-SE) e Valdir Raupp (PMDB- RO) votaram contra o relatório do senador Jefferson Péres (PDT-AM), que pede a cassação de Renan por uso de "laranjas" na compra de empresas de comunicação.

O senador Jefferson Péres recomendou a cassação do presidente licenciado do Senado por conta da denúncia apresentada pelo Democratas e PSDB.

Como sempre, Renan nega as acusações e afirma de Lyra tem motivações políticas para atacá-lo. O senador peemedebista apoiou a candidatura de Teotônio Vilela Filho (PSDB), vencedor da disputa pelo governo de Alagoas em 2006. Lyra também disputou a eleição e foi derrotado pelo candidato tucano.

O advogado de Renan, José Fragoso, rebateu o relator e disse que seis ações já foram apresentadas à justiça contra João Lyra por conta das acusações.

— A fonte da acusação, o senhor João Lyra, é que tem a prática de utilizar laranjas —, atacou.

A aquisição das emissoras de rádio por Lyra – e supostamente por Renan - foi feita antes do início do atual mandato, iniciado em 2003. No entanto, em 2005, Lyra teria deixado a sociedade das rádios, que ficou sob controle do primo do senador, Tito Uchoa, e do filho dele, Renan Calheiros Filho (PMDB), atual prefeito de Murici (AL).

Para chegar ao plenário, o pedido de cassação será submetido ainda à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A comissão deve avaliar a constitucionalidade da matéria e formular um processo de resolução que irá ao plenário. O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), quer votar esse projeto em plenário no dia 22 de novembro em sessão aberta.

A renovação de pelo menos uma das concessões foi aprovada pelo Senado em 2005, portanto, já na gestão de Renan Calheiros no comando da Casa.

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