O Conselho de Governo provisório do Iraque acusou grupos leais a Saddam Hussein e seus aliados terroristas de estar por trás do atentado suicida que matou pelo menos 23 pessoas neste domingo, em Bagdá.
"Esta ação brutal é uma nova desonra para os leais ao antigo regime e para seus aliados terroristas, sejam iraquianos ou estrangeiros", disse em entrevista coletiva o porta-voz do Conselho, Hamidi al Kafani. Ele insistiu em que o regime de Saddam Hussein era terrorista, da mesma forma que a rede Al-Qaeda (de Osama Bin Laden). "São todos aliados".
O chefe da polícia de Bagdá, brigadeiro Hasan Al Obeidi, assegurou por outra parte que 35 iraquianos morreram no atentado cometido hoje em frente à sede da Autoridade Provisória da Coalizão.
Kafani condenou o fato de os terroristas terem escolhido um momento no qual muita gente estava indo para o trabalho, a fim de provocar o maior número possível de vítimas mortais. "Atrocidades como essa não nos levarão a abandonar nossos planos para seguir adiante, em direção ao estabelecimento de um sistema democrático no Iraque", acrescentou.
Também participou da coletiva o porta-voz das tropas de coalizão, Marck Kimmit, que afirmou que "nós e os iraquianos prosseguiremos nossa luta contra os terroristas".
A explosão de hoje, ato mais grave desde a captura de Saddam Hussein, em 13 de dezembro, foi provocada por um carro-bomba dirigido por um suicida em frente à sede da Autoridade Provisória da Coalizão em Bagdá, onde fica o escritório do administrador civil do Iraque, o americano Paul Bremer.
Fontes dos hospitais não descartam que o número de vítimas mortais aumente devido ao grave estado de várias das dezenas de pessoas que ficaram feridas no atentado.