A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tende a se recuperar da crise financeira norte-americana dentro de duas semanas. A previsão é do presidente do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro, João Paulo Almeida Guimarães, em entrevista a jornalistas, nesta terça-feira.
– Tenho a impressão de que num prazo mais longo, entre uma semana ou duas, ela (Bovespa) vai se recuperar, porque tudo isso foi só um susto que o Congresso (norte-)americano deu na economia mundial, como esse susto vai ser só um susto, não vai ser uma coisa definitiva, ela vai se recuperar – avaliou.
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos rejeitou, na véspera, o pacote anticrise proposto pelo presidente George W. Bush, que previa ajuda de US$ 700 bilhões para os bancos norte-americanos. Para Guimarães, há chances de a decisão ser revertida.
– Duvido muito que não haja uma modificação dessa posição. Acho que isso vai ser revertido. O próprio (candidato republicano à Presidência dos EUA) McCain, quando deu uma entrevista na televisão, deu a entender que seria revertido. Então, a coisa não vai ter essa gravidade que se apresenta porque vai ter uma reversão – disse.
Pregão
A Bolsa de Valores de São Paulo iniciou o pregão em alta de 0,22%, nesta terça-feira, com 46.130 pontos, depois ter encerrado o dia anterior em queda de 9,36%, em meio ao tumulto no mercado mundial provocado pelo rejeição dos congressistas norte-americanos ao plano do governo dos Estados Unidos de injetar US$ 700 bilhões no sistema financeiro.
No início do pregão, o Ibovespa, principal cesta de ações, da BM&FBovespa foram realizados 990 negócios no valor de R$ 15.267.771,00.