O Congresso dos Estados Unidos aprovou, na última sexta-feira, uma resolução que declara que está sendo cometido um genocídio em Darfur, no oeste do Sudão, onde milícias árabes muçulmanas obrigaram 1,2 milhão de pessoas a deixarem seus lares.
A Câmara de Representantes aprovou a medida por unanimidade e o Senado fez o próprio em um voto à mão alçada, antes de seu recesso estival de seis semanas.
A resolução afirma que "as atrocidades que ocorrem em Darfur, no Sudão, são genocídio".
O documento pede ao presidente dos EUA, George W. Bush, a impor sanções contra os responsáveis pelos delitos e a criar uma força multinacional para proteger os refugiados e os funcionários de organizações humanitárias.
Além disso, sugere que a ONU crie uma comissão para investigar os crimes e estabeleça um processo para solucionar o conflito entre os habitantes da região e o governo de Cartum.
Atualmente, os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas analisam um projeto de resolução elaborado pelos Estados Unidos que impõe sanções aos chefes da milícia e pede ao governo do Sudão que cumpra sua promessa de cessar qualquer apoio a estes grupos e permitir a distribuição de ajuda humanitária.
A crise em Darfur se originou quando as milícias de etnia árabe conhecidas como "Janjaweed" iniciaram uma campanha contra grupos rebeldes muçulmanos de raça negra, que acusam o governo de ter se esquecido deles.
No total, 30.000 pessoas morreram no conflito, segundo a ONU, e organizações internacionais denunciaram que os milicianos são responsáveis por assassinatos, estupros e roubos contra a população civil.
Congresso dos EUA denuncia genocídio no Sudão
Sexta, 23 de Julho de 2004 às 01:59, por: CdB