Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

CONGRESSO DA UNE: FESTA "CHAPA-BRANCA" MONTADA PARA BLOQUEAR LUTA DOS ESTUDANTES

Sexta, 15 de Julho de 2011 às 16:08, por: CdB

Por Liga Bolchevique Internacionalista 15/07/2011 às 21:53

A Juventude Bolchevique defende que a tarefa da vanguarda estudantil combativa neste momento em que sua principal entidade histórica está atrelada organicamente ao governo e ao Estado é lutar por construir uma alternativa de direção desde a base das escolas e universidades, com um programa de claro enfrentamento com o Palácio do Planalto e os tubarões do ensino privado

52º CONGRESSO DA UNE

UMA GRANDE FESTA "CHAPA-BRANCA" MONTADA PARA BLOQUEAR A LUTA DOS ESTUDANTES CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO DILMA E DOS TUBARÕES DO ENSINO

Nestes dias, entre 13 a 17 de julho, está se realizando em Goiânia o 52º Congresso da UNE. Mais de 3 mil estudantes entre delegados e observadores participam deste fórum, a maioria oriundos de universidades privadas, sem nenhuma tradição de luta. O que marca o congresso é sua completa despolitização e o avançado grau de integração da entidade ao governo Dilma e ao próprio Estado burguês, com a UNE vergonhosamente reivindicando ajustes nos planos governamentais de privatização do ensino. Sob o comando da camarilha corrupta do PCdoB e PT, a direção da UNE sabota qualquer luta direta contra os ataques do governo da frente popular, enquanto as correntes políticas que se dizem de "oposição de esquerda na UNE", como as que integram o PSOL (APS, Enlace, MES, CST...), limitam-se a meras figurantes e avalistas dessa grande "festa" da esquerda chapa-branca, financiada pelas empresas estatais, que contou em sua abertura com a participação de Lula e diversos ministros.

O que unifica todas esses agrupamentos, inclusive aqueles rompidos formalmente com a UNE, como o PSTU que fundou a ANEL, é o eixo de pressionar o governo Dilma a aplicar "10% do PIB com a educação". Este embuste visa encobrir o fato de gestão petista ser a responsável pela maior transferência de recursos para o ensino pago, via Prouni ou com a ampliação do FIES. No próprio congresso, apesar de toda a demagogia "em defesa da educação", não se discutiu nenhuma medida de luta direta em apoio à greve dos servidores públicos das universidades federais paralisados há quase um mês.

As correntes políticas que apóiam o governo Dilma, mas que fingem ser "oposição" ao setor majoritário da diretoria da UNE, como o vendido PCR-UJR e os pilantroskos de "O Trabalho" (Une pra Lutar), não fazem mais que buscar desesperadamente conquistar uma vaga na direção da entidade para usufruir das migalhas materiais advindas do seu milionário aparato.

Mais patéticos do que estes governistas de segunda categoria, somente o PCO e a TPOR, que se opõem à ruptura com a UNE e, da mesma forma como agem na CUT, ainda patrocinam ilusões na capacidade de regeneração essas verdadeiras autarquias estatais dentro do movimento operário e estudantil. Sua participação testemunhal nos congressos destas entidades é a prova que esses farsantes sequer levam a sério o que defendem, já que enquanto se opõem à ruptura com a UNE, não fazem qualquer combate vivo aos governistas no próprio congresso da entidade!!!

A Juventude Bolchevique defende que a tarefa da vanguarda estudantil combativa neste momento em que sua principal entidade histórica está atrelada organicamente ao governo e ao Estado, não só através do financiamento estatal da UNE, mas também na participação de seus representantes nos órgãos de gerenciamento do ensino (Conjuve, Conferência da Educação) é lutar por construir uma alternativa de direção desde a base das escolas e universidades, com um programa de claro enfrentamento com o Palácio do Planalto e os tubarões do ensino privado.

Esse combate passa por construir um pólo combativo no movimento estudantil, unificando a luta dos estudantes e trabalhadores, objetivo que desgraçadamente a ANEL é incapaz de realizar em função da política do PSTU, que a transformou em seu braço estudantil e limita-se a uma disputa de aparato com a UNE, sem apresentar uma política alternativa à sua direção "chapa branca", tanto que sequer enviou uma delegação ao congresso para denunciar ativamente para os estudantes presentes a política do PT e PCdoB, um passo elementar para ganhar os ativistas de base que ainda se referenciam na UNE pelo seu passado de luta de enfrentamento contra o regime militar.
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